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14/11/2012 | Jornal O Globo

Empreendedores jovens dão sua receita em seminário na Firjan

Por Fabiana Ribeiro

RIO - Acesso a capital e inovação. Foram esses os temas centrais do VI Seminário de Empreendedorismo, realizado nesta terça-feira pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) do Rio em parceria com o Conselho de Jovens Empresários da Firjan. Nessa edição, a plateia formada por universitários, estudantes, empresários e professores puderam ouvir experiências de jovens empreendedores de sucesso e conhecer empresas e entidades que apoiam pequenos negócios. O seminário faz parte da agenda de programação da Semana Global do Empreendedorismo que, entre os dias 12 e 18 de novembro, promove atividades - de palestras a competições - no Brasil e em outros 120 países.

- O empreendedorismo cria a base para o desenvolvimento econômico e social - resumiu Carlos Gross, vice-presidente da Firjan, acrescentando que o segmento das pequenas empresas é essencial para a geração de emprego e renda e também para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. - Apesar do desenvolvimento econômico ter parado no mundo, o Estado do Rio vive em prosperidade. Então, é preciso estimular os jovens que poderão aproveitar os grandes eventos que o Rio receberá. O Rio é um bom lugar para transformar boas ideias em bons negócios.

A despeito do potencial inovador dos empresários brasileiros, faltam recursos financeiros suficientes para atender aos empreendedores, disseram os palestrantes. Mas, como se viu no evento, há outras alternativas na hora de o empresário buscar capital. A 21212, uma aceleradora de empresas, é um exemplo de companhia que investe em novos projetos e, dessa maneira, torna viável o desenvolvimento de ideias.

Para isso, contou o sócio da empresa, Marcelo Sales, há processos de seleção que identificam negócios com potencial em que valha a pena investir. Hoje, a 21212 tem quase 20 outras empresas no portifólio e gera cerca de 300 empregos.

- Uma aceleradora de empresas é uma investidora. É o que somos. O Brasil está num momento certo para criar negócios digitais - disse Sales.

Os anjos, figura pouco conhecida no país, são uma outra fonte de ajuda para o empreendedor iniciante, mostrou o seminário. Podem ser consultores experientes, professores de universidade ou executivos bem sucedidos, por exemplo, que querem investir em pequenas empresas.

A Gavea Angels, associação privada sem fins lucrativos que participou do seminário na Firjan, por exemplo, recebe inscrições de projetos periodicamente.

- O investidor anjo é um capital inteligente: ele traz à empresa capital financeiro, capital social e capital intelectual. O que se quer é um projeto com potencial de crescimento para investir, com retorno elevado - comentou Antônio Botelho, coordenador da Gavea Angels, acrescentando que o Brasil deve ter 50 investidores desse tipo.

Sem adiantar detalhes, Katie Pierozzi, gerente de negócios da Rio Negócios, comentou que a entidade está desenvolvendo um plano para conceder capital para empreendedores da cidade do Rio. E o deputado Otavio Leite (PSDB), por sua vez, frisou que uma das dificuldades recai sobre as burocracias para se abrir uma empresa.

- O país ainda amarga dificuldades para se formalizar, o que deve ser um pressuposto dos negócios. Há barreiras gigantes nos tributos e na burocracia. É preciso criar facilidades e, por isso, há projetos em tramitação como "Primeira Empresa", que visa a reduzir os custos para o empreendedor nos momentos iniciais - disse o deputado.

Crédito da foto: Ana Branco/ Agência O Globo