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01/02/2005 | Brazilian Business

Estratégia para o desenvolvimento econõmico

A saída para alcançarmos no Brasil uma sociedade mais justa passa inexoravelmente pelo desenvolvimento econômico. Isto é, pela geração de novos negócios, pelo desenvolvimento de iniciativas empreendedoras, das

mais sofisticadas às mais simples. É o caminho ideal para se gerar emprego e renda e, portanto, autonomia para as pessoas.

Nesse viés, a presença do setor do turismo aparece com muita naturalidade. Às vezes são aparentemente convergentes, mas tem as suas divergências. Contudo, me conscientizei que reside no setor do turismo a grande

oportunidade para o país enfrentar o desemprego.

Como vice-prefeito do Rio, estou me empenhando para implementar uma parceria entre a prefeitura e o trade turístico no sentido de empreender programas contínuos que coloquem a cidade e o Brasil em evidência no

exterior, captando cada vez mais congressos, feiras, exposições, feiras e turistas. Isso pode ser feito sem maiores alardes, mas com uma obsessão profissional nessa direção.

O turismo é, indiscutivelmente, no setor de serviços, a maior vocação da cidade, bem como do Estado do Rio de Janeiro. Com um receptivo de mais de dois milhões de turistas estrangeiros, esses números dão ao Rio 36,9% do movimento turístico do país. Somado a esse número, os 6 % de turismo da cidade de Búzios, esse total se eleva para 42% de estrangeiros que visitam a terra brasilis. A meta do Ministério do Turismo é, até 2007, alcançar o ingresso de nove milhões de visitantes internacionais.

Vamos enfatizar a conscientização da população sobre a importância que tem o turismo para a economia de nossa cidade. Embora a população do Rio já seja considerada por todos simpática e hospitaleira, a Prefeitura

prossegue trabalhando especialmente junto à juventude e estudantes para manter sempre acessa a idéia de receber com distinção todos aqueles que nos visitam.

O projeto do Centro de Convenções da Prefeitura na Cidade Nova já teve início. Ao mesmo tempo vejo com muito bons olhos a idéia de uma unidade para convenções e eventos mais organizada e com mais infra-estrutura na

Marina da Glória.

É preciso haver parcerias, porque ambos os segmentos têm responsabilidade. É necessário ajustar os interesses: o papel do poder executivo, em primeiro lugar, não substituindo a iniciativa privada, é promover a

animação desses processos econômicos atraindo, criando em parceria programas como esses que permitem fazer da cidade sede de congressos e eventos que estão acontecendo pelo mundo e pelo país. É uma questão de planejamento, de estratégia de organização de um trabalho que tem que ser feito entre o poder público e o privado.

A realização de qualquer encontro dessa natureza traz uma repercussão formidável, um efeito econômico multiplicador para muitas outras atividades nossas. Apenas para citar: as empresas de limpeza, os serviços

de informática, as empresas de segurança, montadoras de estandes, locadoras de veículos, locadoras de equipamentos audiovisuais, casas de espetáculos, instituições de cultura ou de lazer, locadoras do espaço de

convenções, de hospedagem - enfim, toda uma ampla rede de negócios e trabalho é aquecida pelo simples fato de se realizar um congresso na cidade.

Tenho absoluta certeza de que o setor do turismo é tão fundamental quanto estratégico para o desenvolvimento sócio-econômico da nossa cidade. Aliás, sustento a tese de que a defesa do turismo é tão necessária que chega

estar acima de divergências político-partidárias. Todas as forças políticas precisam acordar para a importância que tem o turismo para a evolução sócio-econômica do Brasil.

O ideal é que uma lei federal definisse a atividade de turismo receptivo como atividade de especial interesse nacional para fins tributários e tivesse o mesmo tratamento que o setor industrial de exportação. Afinal,

trazer turistas é, a rigor, injetar divisas líquidas na economia do país.