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15/04/2011 | Blog da Bancada do PSDB na Câmara e no Senado

Estudo confirma caos em aeroportos brasileiros, alertam deputados

Por Djan Moreno

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que classifica como preocupante a situação dos aeroportos nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, comprova a má gestão e a incompetência da administração petista com o setor, condenam os deputados Otavio Leite (RJ) e Vanderlei Macris (SP). Ao avaliarem o estudo, os tucanos afirmaram que o documento constata uma série de problemas nos principais terminais de passageiros do Brasil.

O levantamento aponta que as obras de ampliação e reforma de nove dos 13 aeroportos atualmente em operação não ficarão completamente concluídas até o início do evento. Outra preocupação é com a capacidade. Segundo o Ipea, 14 dos 20 maiores terminais operam acima de 100% do limite. O relatório explica que a conclusão leva em conta prazos para elaboração de projetos, obtenção de licenças obrigatórias, realização de licitações e início do serviço.

“Estamos diante de uma situação que desafia a tão falada competência do governo Dilma. O desenvolvimento do país está em jogo. São milhares de pessoas que circulam pelos aeroportos brasileiros. Esse é um grave problema que revela toda a incapacidade administrativa do governo”, criticou Otavio Leite. Para o deputado, a necessidade de investimentos e a ampliação dos terminais são preocupações que se arrastam antes mesmo da definição do Brasil como sede do mundial.

Macris ressaltou que diversos segmentos da sociedade e a oposição alertaram para a deficiência da infraestrutura, mas as providências ficaram na promessa. O tucano recordou a constatação da CPI do Caos Aéreo, em 2007. A conclusão dos trabalhos: a necessidade urgente de investimentos diante do grande crescimento da demanda.

“Esse estudo acaba confirmando definitivamente a incompetência gerencial da presidente Dilma. Afinal, ela era a grande gestora do governo Lula e a mãe do PAC, no qual as obras nos aeroportos estão inseridas. Portanto, ela recebe dela mesma esse desastre que foi a gestão nessa área. Não há o que dizer a não ser reconhecer essa incapacidade da ‘grande gerente’ que querem carimbar na presidente”, reprovou.

Infraestrutura em situação precária

O documento produzido pelo Ipea ressalta que, mesmo na ausência dos dois grandes eventos (Copa e Olímpiada), o Brasil precisaria investir muitos bilhões de reais apenas para atender ao atual ritmo de crescimento da economia e dos investimentos. O texto cita estimativa da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) de que o país precisaria investir R$ 20 bilhões nos aeroportos no período de 2010 a 2022. Confira abaixo alguns trechos do estudo divulgado pelo Ipea:

- “Catorze dos vinte maiores terminais de passageiros funcionaram acima do limite em 2010. Em 2003, o número de passageiros nos aeroportos brasileiros foi de 71 milhões. Em 2010, esse movimento saltou para 154 milhões de passageiros, um crescimento de 117% em oito anos.”

- “Pelos prazos médios de conclusão de obras fica evidenciado que, muito provavelmente, não será possível concluir a maioria das obras em expansão de terminais até a Copa de 2014.”

- “O que se constata é que a maioria dos aeroportos estará operando acima da capacidade, mesmo com a ampliação prevista em seus terminais.”

- “A Infraero, sozinha, aplicou R$ 3,4 bilhões durante os oito anos (2003 a 2010), o que representou 39,1% do total investido. A média anual de investimentos da Infraero foi de R$ 430,3 milhões. Deve-se ressaltar que a média de execução do programa de investimentos da Infraero foi de apenas 44% no período (ao se comparar os recursos autorizados com os realizados), o que indica que a empresa necessita de um choque de gestão, visando otimizá-lo. Caso esse percentual seja mantido para os próximos quatro anos, a execução do plano de investimentos autorizado para a Infraero (R$ 5,6 bilhões) será de apenas R$ 2,5 bilhões, o que agravará sobremaneira a situação dos aeroportos brasileiros.”

- “Atualmente a Infraero não tem conseguido realizar os investimentos que os aeroportos necessitam sem significativo aporte de recursos fiscais.”