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29/08/2013 | Jornal O Globo

Evento lembra os 20 anos da Chacina de Vigário Geral

RIO - A Associação de Familiares de Vítimas da Chacina de Vigário Geral promove nesta sexta-feira, das 10h às 13h, um debate sobre os 20 anos da chacina, que deixou 21 mortos em 29 de agosto de 1993. O ato tem apoio do Tribunal de Justiça do Estado do Rio. O evento será realizado no Tribunal do Júri do antigo Palácio da Justiça, na Rua Dom Manuel 29, no Centro.

Segundo a advogada Cristina Leonardo, da associação, o objetivo do debate é levar a sociedade a relembrar uma das maiores chacinas do país, ocorrida no Estado do Rio. O debate é também um ato cívico em defesa da vida, da paz e da Justiça e pelo fim da impunidade em ações violentas, como a de Vigário Geral.

Duas décadas depois da Chacina de Vigário Geral, apenas um dos 52 acusados está preso

Participarão do debate o desembargador José Muiños Piñeiro Filho, que atuou no caso até 1997; o jornalista, escritor e colunista do GLOBO Zuenir Ventura, autor de “Cidade partida”, livro que nasceu a partir da chacina; o sociólogo Paulo Baía, da UFRJ; o deputado federal Otavio Leite, presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados; a presidente da associação de Vigário Geral, Iracilda Toledo Siqueira, de 56 anos, que perdeu o marido, Alberto de Souza, na chacina; e o pesquisador João Ricardo Serafim. O debate será mediado pelo jornalista Jorge Antonio Barros, do GLOBO.

Em nota, a Anistia Internacional também lembrou os 20 anos da chacina, ressaltando que “a impunidade persiste”. E “insta o Estado brasileiro a acabar com a impunidade conduzindo investigações imediatas, completas, independentes e imparciais sobre todos os casos de violações de direitos humanos nos quais policiais e forças de segurança estejam envolvidos.”