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07/07/2012 | Ascom Otavio Leite

Falência na saúde do Rio desfila no feriado da Pátria

Na manhã deste feriado de 7 de setembro, o candidato à prefeitura do Rio, Otavio Leite, do PSDB, fez uma caminhada pela Avenida Presidente Vargas, Centro do Rio, e conversou com a população presente ao desfile. “Fiz questão de comparecer ao desfile e conversar com as pessoas, de toda a cidade, que aqui estão, apresentando minhas propostas de governo”, afirmou Leite.

Para o morador do Centro, Marcos Paulo Barros, de 26 anos, que conversou com o candidato, a situação do Souza Aguiar está muito ruim, “não tem mais pediatras, o atendimento está péssimo no hospital. Aí nos mandam para a UPA ao lado, e lá não tem médicos nem medicação também, e eles pedem para irmos para a UPA de Botafogo. É muito complicado viver assim”, afirmou. Outro que buscou atendimento no hospital, foi o estudante e fotógrafo Igor Darkian, de 19 anos, morador da Tijuca:”Quebrei o dedo e fui atendido aqui na emergência, depois de horas. Me mandaram voltar e agora não querem fazer o raios x. Aí eles me encaminharam para o posto de saúde na Tijuca que também não me atendeu. É a quarta vez que venho ao hospital. Fico sendo jogado de um lado para o outro”, protestou Igor.

O garçom Eduardo Luiz Carvalho, de 42 anos, morador de Brás de Pina e que estava aproveitando o feriado no desfile, também fez queixas da situação da saúde na cidade: “A gente vai para o hospital e fica horas para ser atendido. Outro dia fiquei de 21h até as 4h da manhã, quando finalmente me atenderam. Quando voltei no dia seguinte, nos mandaram para a UPA, só que lá não tinha como fazer exames. É um absurdo”, protestou Eduardo. Já a técnica de enfermagem e moradora da Piedade, Nádia Sampaio, de 50 anos, e que buscou atendimento no posto de saúde no Engenho de Dentro, “fiz um exame lá que levou mais de 2 meses para sair o resultado. Sou profissional de saúde e sei que não pode demorar tanto tempo um resultado. Está muito difícil conseguir atendimento Fecharam o IASERJ, que era um bom hospital. A população fica perdida”, queixou-se Nádia.

Em um dia em que muitos pais reúnem a família e aproveitam para passear, a educação também foi um tema citado como precário na cidade. Segundo a dona de casa e moradora de Inhaúma, Bárbara Cris dos Santos, de 25 anos, mãe de dois filhos e grávida de 5 meses de um terceiro, falta vaga em creche para seu filho mais novo e, o mais velho, que já está na escola, tem muitas dificuldades nas aulas, mas não tem apoio: “Tem que ter reforço para as crianças. Gostei da proposta do Otavio leite de colocar dois professores em sala de aula. Além disso, as crianças poderiam ter mais esportes. Existem muitas crianças com talentos que ficam apagadas por não terem oportunidade”, afirmou. O ex-vigilante e morador do Estácio, José Nascimento, de 51 anos, viu os programas na TV e acompanhou o debate e afirmou:”A proposta do Otavio Leite de colocar 2 professores nas classes é excelente. Meu voto é dele”, declarou.

Um outro problema levantado pela moradora de Padre Miguel, Glória Cordeiro, de 64 anos, diz respeito aos viciados em crack nas ruas do bairro, “o crack está dominando a estação de trem. É muito triste e assustador ver jovens nas ruas daquele jeito. Precisamos mesmo de escolas melhores, para que as crianças não entrem neste vício”, disse.

Para Otavio Leite, a questão do crack é de saúde pública, e tem que ser tratada com muita seriedade. Segundo ele, o número de pessoas que reclamaram da rede municipal de saúde durante a caminhada foi muito expressivo: “Chamou a minha atenção a quantidade de pessoas que me abordou para reclamar do atendimento na saúde da cidade. A população está carente de serviços de saúde dignos e eficientes”, concluiu Leite.

Crédito da foto: Marcelo de Mattos