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23/05/2016 | Jornal O Globo online

Falta de contrapartida para aderir ao Profut ameaça segundo semestre dos clubes

Por Gian Amato

Há o risco de clubes de todas as divisões nacionais serem impedidos de entrar em campo no segundo semestre por não cumprirem uma contrapartida à adesão ao programa de refinanciamento de dívidas, o Profut.

Com dificuldades para apresentar as Certidões Negativas de Débitos (CNDs), clubes com departamento jurídico deficiente esbarram na burocracia e na falta de dinheiro para o pagamento de dívidas e salários dos jogadores.

Dos 550 clubes e federações candidatos ao refinanciamento, uma centena ainda não apresentou CNDs. Do estado do Rio, além dos quatro grandes, Portuguesa, América, Bangu, Goytacaz e Volta Redonda pediram o parcelamento, segundo levantamento da Receita Federal.

Para disputar o Brasileiro, os clubes têm que comprovar, através de CNDs, que estão em dia com a União, depositam o FGTS na conta dos jogadores e pagam os vencimentos mensais e direitos de imagem dos seus elencos sem atrasos.

- A lei tem que ser cumprida e será. Analisaremos do ponto de vista jurídico quando for instalada a Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut) - disse Leonardo Picciani, ministro do Esporte.

O prazo para apresentação das CNDs foi prorrogado em fevereiro para 21 de julho através da Medida Provisória 695/15, aprovada no plenário da Câmara dos Deputados. 

- É um prazo maior para que pequenos e médios possam aderir. Estes clubes não têm estrutura jurídica. Mesmo assim, pode haver rolo. No Rio, por exemplo, poucos, além dos quatro grandes, aderiram - disse o deputado Otavio Leite, relator da lei do Profut.