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08/05/2011 | Jornal O Globo

Faltam banheiros e lanchonete fecha de manhã

Por Selma Schmidt

Representantes de entidades ligadas ao turismo do Rio defendem urgência na modernização do Aeroporto Tom Jobim. O presidente regional da Associação Brasileira de Agentes de Viagem (Abav-Rj), Luiz Strauss de Campos, por exemplo, chama a atenção para a necessidade de estruturar melhor as áreas destinadas ao embarque e ao desembarque:

— Ônibus, micros e vans de turismo não têm onde parar — reclama ele. — Outra carência é o estacionamento do Terminal 1, que é pequeno. Às vezes, tem fila para entrar, e o motorista precisa ficar esperando. Já as obras de conclusão do Terminal 2, que funciona pela metade, vêm tendo sempre o prazo prorrogado.

Para o presidente regional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Alfredo Lopes, é preciso ainda dar uma maior atenção à manutenção e ao funcionamento de serviços:

— Não é admissível ter banheiros interditados. E, na área restrita a passageiros no Terminal 2, existe uma única lanchonete que não abre de manhã.

Na quarta e na quinta-feira da semana passada, repórteres do GLOBO encontraram duas escadas rolantes (uma no Terminal 1 e outra no Terminal 2) e um banheiro masculino do setor de embarque internacional em manutenção. Não havia, no entanto, ninguém trabalhando nesses locais.

Comissão fará vistoria no Aeroporto Tom Jobim

Esta semana, um grupo de deputados da bancada federal do Rio fará uma vistoria no Tom Jobim. Na semana passada, o deputado Otavio Leite aprovou na Câmara requerimento para que seja feita a visita técnica.

Por e-mail, a Infraero informou que está realizando as obras de conclusão do Terminal 2 (a instalação de equipamentos e a execução dos acabamentos em cerca de 50% do prédio), com previsão de término em setembro de 2012. Ainda de acordo com a estatal, está sendo feita a revitalização e a modernização do Terminal 1, com serviços já concluídos, como a troca de forro e luminárias e a instalação de nova sinalização vertical. “Após o término das obras nos dois terminais, o Aeroporto do Galeão passará a ter capacidade para processar 26 milhões de passageiros ao ano”, diz a nota.

Com relação à mudança de cronograma das obras, a estatal atribuiu o problema aos processos de licitação. “Vale ressaltar, no entanto, que a alteração no cronograma não prejudicará a capacidade do aeroporto para atender à demanda projetada para os jogos esportivos”, garantiu a Infraero.

Quanto ao orçamento de 2010, a Infraero optou por comparar a dotação final (R$108 milhões) com o que foi gasto (R$69 milhões). Entre as ações realizadas, destacou “a revitalização e a reforma do terminal de passageiros 1, que teve 98% de seu valor (do orçamento final) executado”.