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29/08/2008 | Folha Online

Filha de Juscelino deseja que Alckmin seja "prefeito bossa nova"

Com um estilo discreto e avesso a polêmicas, postura que já lhe valeu o apelido de "picolé de chuchu" --algo insosso, sem graça--, o candidato a prefeito Geraldo Alckmin (PSDB) ganhou nesta sexta-feira uma alcunha mais simpática: foi chamado de "bossa nova", ritmo que inovou a música brasileira há exatos 50 anos. O apelido foi dado por Maristela Kubitschek, filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976), considerado o "presidente bossa nova".

Na época, o apelido dado a Juscelino foi uma referência ao espírito moderno que seu governo pretendia imprimir ao país. A expressão "bossa nova", no fim da década de 50, representava qualquer atitude ou manifestação identificada com o novo e o moderno.

"Ele tem uma caminhada muito parecida com a de Juscelino", afirmou a filha do ex-presidente, ressaltando o fato de ambos terem abandonado a medicina para entrar para a política.

Após falar das semelhanças entre os dois políticos, Maristela lembrou o apelido de seu pai para estendê-lo a Alckmin. "Eu quero ver o prefeito bossa nova para São Paulo", emendou.

No encontro, em uma esquina da avenida que leva o nome do pai de Maristela, Alckmin recebeu um livro sobre a gestão de Juscelino na prefeitura de Belo Horizonte.

Também ganhou de presente um quadro com uma foto do ex-presidente na inauguração de uma hidrelétrica em Minas. A foto foi dada a Alckmin pelo deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ), afilhado de Juscelino.

A foto, segundo Alckmin, será colocado em seu escritório político, na avenida Nove de Julho.

Maristela é arquiteta e filiada ao PSDB. Ela foi candidata à vice-governadora do Rio de Janeiro em 2006, na chapa encabeçado por Eduardo Paes --que concorre neste ano à Prefeitura do Rio, agora pelo PMDB.

Dentistas

Após receber a homenagem, Alckmin visitou um congresso de estética na Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas. Na ocasião, estava acompanhado do secretário de Gestão de São Paulo, Sidnei Beraldo (PSDB).

Beraldo negou ser um emissário do governador José Serra (PSDB) para a campanha tucana e disse que sua participação se deu como militante. "O Serra tem que trabalhar, não pode ficar sempre na campanha", afirmou, ao justificar a ausência do governador em eventos com o candidato tucano.

THIAGO FARIA

colaboração para a Folha Online