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26/05/2015 | PSDB na Câmara

'Governo atropela as necessidades da população para tentar resolver problemas causados pela própria incompetência'

População paga a conta dos erros do governo com “tesourada” recorde, criticam tucanos

Por Djan Moreno

O corte de R$ 69,9 bilhões no Orçamento, anunciado no fim da semana passada, foi considerado por parlamentares do PSDB mais um golpe contra a sociedade. A tesourada afeta investimentos e a área social e não poupa sequer a saúde e a educação. Para os tucanos, o governo está jogando para população a conta dos seus próprios erros. Nas palavras do presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (MG), “essa conta não é do povo, é do governo do PT, mas é o povo que a está pagando.”

O contingenciamento afetou em cheio o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com um corte de R$ 25,7 bilhões, o que representa 39,1% das verbas previstas no Orçamento para o programa. Desse total, R$ 5,6 bilhões são do Minha Casa, Minha Vida. Os ministérios das Cidades, Saúde, Educação e Transportes responderam por 63% da tesourada. Na “Pátria Educadora”, a Educação sofreu corte de R$ 9 bilhões e haverá redução de vagas para o Pronatec.

Os cortes fazem parte do pacote de medidas que o governo usa para tentar “dar jeito no desarranjo econômico que o primeiro governo de Dilma Rousseff legou ao atual”, como ressalta o Instituto Teotônio Vilela, órgão de articulação política do PSDB. Como ressalta o ITV, as maiores vítimas da tesoura foram os investimentos públicos e os ministérios que lidam com a área social, uma demonstração de que “o ajuste revela-se, cada vez mais, de péssima qualidade.”

Para o deputado Marco Tebaldi (SC), a soma de cortes com aumento de impostos e redução de direitos trabalhistas e previdenciários promovidos por Dilma é consequência do estelionato eleitoral que a petista praticou para conseguir a reeleição. Ela sabia da grave situação econômica do país causada por sua pífia administração e não quis reverter os problemas antes. Em nenhum momento, o governo do PT sinalizou que pudesse cortar na carne e reduzir regalias.

“Só precisa fazer o ajuste porque ela administrou mal no passado e esse ajuste jamais poderia ter sido feito somente em cima do trabalhador”, critica o deputado. Em sua avaliação, primeiro o governo deveria mostrar interesse e cortar gastos, ministérios e cargos. Mas, faz tudo errado. “É um governo mentiroso, e que mais uma vez tira de onde não deveria, que é do bolso do trabalhador, para manter uma máquina enorme e conseguir se sustentar”. aponta.

Do plenário nesta segunda-feira (25), o deputado Silvio Torres (SP) se mostrou indignado com o corte em áreas sensíveis, como educação e moradia. Ele alerta que as grandes metrópoles estão paralisadas, contando com os recursos anunciados para obras de mobilidade urbana. “Todos nós precisamos dar as mãos para evitar que, pior do que estamos hoje, estejamos ao iniciar o próximo ano, o de 2016, porque o de 2015 infelizmente já está perdido”, lamentou.

Segundo Caio Nárcio (MG), estão tentando consertar as trapalhadas punindo o cidadão. “Os cortes vão minar os investimentos, que seriam fundamentais para o país se desenvolver”, exemplificou. “É uma visão míope de um governo estabanado, que faz as coisas de forma improvisada e penitenciando o trabalhador”, completou.

Conforme ressaltou a deputada Mara Gabrilli (SP), “enquanto insiste em manter seus 38 ministérios, Dilma aumentou a conta dos brasileiros, cortou direitos dos trabalhadores e, agora, diminui recursos de áreas fundamentais para o país. Segundo o deputado Otavio Leite (RJ), o “governo atropela as necessidades da população para tentar resolver problemas causados pela própria incompetência.”

Para o deputado Antonio Imbassahy (BA), a presidente Dilma foi cara de pau ao comentar os cortes no orçamento. O tucano lembra que áreas afetadas pelo contingenciamento, como Educação, Saúde e Desenvolvimento Social, infelizmente, já estão na pindaíba por pura incompetência do governo. Além disso, Imbassahy chamou a atenção: “a presidente Dilma diz que ‘gasta menos em algumas coisas’. Restou explicar onde tem diminuído as despesas. Com certeza, nas encomendas de óleo de peroba não é.”

O deputado João Gualberto (BA) ressaltou que os setores anunciados como prioritários na campanha são justamente os mais afetados. “Agora, vai ser preciso diminuir o investimento no Pronatec, Fies, universidades federais, programas de pesquisas, escolas técnicas federais… Como se faz dessa forma a tão propagada Pátria Educadora? A saúde, que nunca esteve tão ruim, agora deve ficar ainda pior. Infelizmente, este ano iremos sofrer as severas consequências das mentiras, da corrupção e da má gestão da presidente Dilma”, lamentou o tucano.

Números:

- Os ministérios das Cidades, Saúde, Educação e Transportes responderam por 63% da tesourada.

-  Na “Pátria Educadora”, a Educação terá R$ 9,4 bilhões a menos.

- Saúde teve R$ 11,8 bilhões cortados por causa do ajuste.

-  Principal afetado, o Ministério das Cidades foi atingido com um corte de R$ 54,26 bilhões.