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21/11/2013 | Portal do PSDB na Câmara

'Governo precisa agir no controle da dengue para evitar novas mortes'

Governo precisa agir no controle da dengue para evitar novas mortes, dizem parlamentares

Por Alessandra Galvão

O crescimento de 96% no número de mortes em decorrência da dengue é preocupante e revela a ausência de ações constantes de prevenção, na avaliação de deputados do PSDB. Levantamento do Ministério da Saúde revela que, este ano, 573 pessoas morreram por causa da dengue. Em 2012 foram 292 vítimas. Os casos graves da doença passaram de 3.957 para 6.566 (aumento de 65%). Metade dos municípios pesquisados no país apresenta risco ou grau de alerta para a dengue.

De acordo com o deputado Otavio Leite (RJ), as campanhas de conscientização devem ser permanentes. “Estamos diante de um problema sério, pois tem aumentado o número de mortes. A conscientização permanente é indispensável. Não adianta uma campanha específica em determinado momento”, disse. “Por mais que tenhamos agentes de saúde, é necessário que a população tome providências no seu cotidiano para combater o mosquito, mas lamentavelmente o governo prefere priorizar gastos em publicidade”, completou.

Para o deputado Raimundo Gomes de Matos (CE), solucionar o problema não é prioridade para o governo. “Isso demonstra o descaso do governo federal em ações preventivas. O alerta deve ser constante, o que não vem acontecendo. O descompasso entre essas ações faz com que haja esse aumento”, afirmou.

O Rio de Janeiro e outros dez municípios fluminenses já apresentam índice de infestação pelo Aedes aegypti acima de 4% (40 imóveis com foco do mosquito para cada mil domicílios), considerado de alto risco na avaliação do ministério. A capital está entre as 552 cidades em estado de alerta.

Otavio Leite manifestou preocupação com o risco de uma nova epidemia da doença no Rio. “A possibilidade de avanço endêmico da dengue foi diagnosticada há muito tempo. Não é um problema que está surgindo agora, mas não observamos regularidade permanente no combate ao mosquito”, criticou.

Foto: Alexssandro Loyola