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10/11/2010 | Portal R7

Haddad e Enem viram ponto fraco no fim do governo

Faltando 70 dias para o fim do governo Lula, a repetição da crise do Enem – o Exame Nacional do Ensino Médio - devolveu o ministro da Educação, Fernando Haddad, à condição de foco de desgaste para gestão petista. Os erros na elaboração das provas afetaram mais de três milhões de estudantes e se transformaram em frente de batalha da oposição.

O ministro terá de dar explicações ao Senado, por requerimento da senadora tucana Marisa Serrano. Em 2009, em circunstâncias semelhantes, Haddad não atendeu ao convite da comissão e mandou em seu lugar o então presidente do INEP, Instituto Nacional de Pesquisa Educacional, Reynaldo Fernandes.

A oposição também age em duas outras frentes para alvejar o governo, via Haddad e seu Enem. Os tucanos João Almeida (PSDB/BA) e Gustavo Fruet (PSDB/PR) protocolaram uma representação junto à Procuradoria Geral da República pedindo investigação. No documento, afirmam que "as responsabilidades deverão ser apuradas, com os devidos ressarcimentos aos cofres públicos para coibir as condutas praticadas em desfavor dos jovens candidatos do Enem".

Já o deputado Otavio Leite (PSDB/RJ) pediu formalmente ao Tribunal de Contas da União que faça uma auditoria especial nos contratos entre o Ministério da Educação e o INEP e as empresas responsáveis pela impressão do cartão-resposta da prova. “Quem gasta R$ 140 milhões na aplicação do Exame Nacional, aqui para nós, não tem o direito de errar” – alega o deputado.