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19/04/2004 | Jornal O Dia

Imposição polêmica na Uerj

Universitários protestam contra lei que cria a obrigatoriedade de prestação de serviços à comunidade

A lei que obriga estudantes da Uerj e da Uenf a prestar serviços comunitários durante um ano criou polêmica entre os universitários. A idéia do deputado estadual Otavio Leite (PSDB-RJ), autor da idéia, é que o “compromisso social” seja uma forma de os estudantes retribuírem ao Estado os investimentos feitos na sua formação profissional. Durante o curso ou logo após a formatura.

“O objetivo é combater a individualidade e fortalecer a consciência coletiva”, assegura o deputado. Ele acha que a novidade é socialista, humanitária e filosófica. Os estudantes discordam. “Pagamos impostos. O dinheiro canalizado para a Uerj é do povo, o governo não está fazendo mais que a obrigação”, ressalta a ex-diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição, a estudante de Engenharia Cartográfica, Andrea Acioli, 24 anos.

A lei tinha sido vetada pela governadora Rosinha Garotinho, mas a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro derrubou o veto terça-feira. Até o reitor da Uerj, Nival Nunes de Almeida, questiona a obrigatoriedade do compromisso social: “A universidade tem autonomia para decidir quais serão as normas acadêmicas implementadas. Como podem querer interferir?”.

O deputado diz que a experiência vai abrir portas no mercado de trabalho, já que as atividades serão desempenhadas em órgãos públicos, Organizações Não-Governamentais (ONGs) ou entidades sem fins lucrativos.