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07/05/2010 | Agência Tucana

Inaceitável

Por Letícia Bogéa

O presidente Lula não tem compromisso com a democracia, a transparência e o combate ao nepotismo. A crítica foi feita nesta sexta-feira (7) pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PR) diante da decisão do Palácio do Planalto de indicar Ricardo Maia Bezerra, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Valmir Campelo, para um cargo de direção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Segundo reportagem do jornal "O Globo", o ato foi visto dentro do próprio governo como uma tentativa de Lula de buscar apoio do TCU, que tem acompanhado com lupa as obras federais e recomendado a paralisação daquelas com irregularidades.

Hauly também lembrou os ataques do presidente ao tribunal por paralisar empreendimentos federais com problemas. “É lamentável e inaceitável essa atitude de Lula. O que ele faz é governar de costas para a opinião pública”, condenou. O tucano espera que o Senado, responsável por sabatinar indicados para agências reguladoras, não aprove a decisão. Independentemente da capacidade técnica de Ricardo, Hauly avalia que o fato dele ser filho do ministro do TCU impede a ocupação do cargo na Anac.

Atraso paralisou a agência

Já o deputado Otavio Leite (RJ) afirma que o Senado deve avaliar essa questão com muita cautela durante a sabatina. O tucano condenou duramente a demora do Planalto para preencher as vagas da Anac, que tem cinco diretorias, mas estava com três delas sem ocupação, paralisando as decisões do colegiado. “Isso atrasa toda a operacionalização da agência e revela o descompromisso do governo com o setor aéreo”, ressaltou.

Teia de amizades

- Como destaca o jornal "O Globo", além de filho de ministro do TCU, Bezerra é ligado ao senador Gim Argello (PTB-DF) e próximo à ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que sucedeu Dilma Rousseff no cargo.

- Outros dois nomes que faltavam para compor a diretoria do órgão também foram escolhidos por Lula: Rubens Vieira e Carlos Pellegrino. As indicações constam de mensagem publicada no Diário Oficial da União e enviada ao Senado, onde todos serão sabatinados antes de assumirem suas funções.