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21/09/2009 | Jornal O Dia

Inclusão via lan house

Em audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir o funcionamento das lan houses, que comercializam acesso à Internet, ganhou força a proposta de formalização e organização desta inovadora atividade. Estes estabelecimentos permitem a milhões de brasileiros o acesso à rede mundial de computadores. Afinal, o computador, além de caro para os mais pobres, ainda requer despesas com manutenção e assinaturas.

É necessário que as lan houses sejam reconhecidas, seja pelo potencial pedagógico, seja pela capacidade que têm de suprir a carência de acesso à cultura e prestação de serviços públicos. Por que não usar essas lan houses, em parceria com as escolas públicas, como ponto de apoio à pesquisa por meio de um “Passe-Internet”? Hoje, para grande parte da população que vive em comunidades populares, tratam-se de escritórios que permitem ao cidadão acessar sites para, por exemplo, regularizar seu CPF, se inscreverem concursos, fazer compras e enviar correspondência, entre outros serviços.

O que pouca gente sabe é que, das cerca de 90 mil lan houses existentes no País, boa parte está em áreas carentes e de maneira informal.

Fala-se que 83% delas encontram-se na ilegalidade.

Minha sugestão é torná-las centros de inclusão digital, com apoio do poder público, para estimular e facilitar a inclusão social. É óbvio que apoio e patrocínio só seriam viabilizados para os estabelecimentos que zelassem pela seriedade e pelo profissionalismo.

O Congresso Nacional não pode ignorar uma realidade que, se bem trabalhada, pode significar um grande avanço na inclusão digital dos brasileiros