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30/10/2009 | Jornal do Brasil Online

Justiça manda parar obra no Hotel Intercontinental

Por João Pequeno

RIO - Liminar da 6ª Câmara Cível determinou nesta quinta-feira a suspensão das obras e das vendas de terrenos na área do Hotel Intercontinental, em São Conrado, na Zona Sul, onde ficavam os jardins projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) e foram tombados em 4 de agosto pela Subsecretaria de Patrimônio Cultural, ligada à Secretaria Municipal de Cultura – cinco meses depois que as obras já haviam sido iniciadas, como o JB antecipou, há dois meses.

A medida cautelar interrompendo as obras foi deferida pelo desembargador Francisco de Assis Pessanha e também suspende as vendas de apartamentos em um prédio de 16 andares que vinha sendo construído pela incorporadora Brookfield – empresa que adquiriu este ano a construtora Brascan – até que seja julgada a apelação.

O desembargador seguiu o parecer da procuradora Ilma de Araujo Barros, dando conta de que, caso não fosse adotada a medida cautelar paralisando as obras, a ação popular contra a construtora poderia perder o efeito, caso fosse julgada após a conclusão do prédio.

A ação foi movida pelo deputado federal Otavio Leite (PSDB) a pedido da Associação de Moradores do São Conrado Green, conjunto de prédio em frente ao Hotel Intercontinental, vendido nos anos 70 pela Brascan sob a promessa de “vista eterna para o mar” – que, no entanto, será obstruída pela nova construção, da mesma empresa. Os moradores ressaltam que os jardins de Burle Marx – tombados em função de seu 100º aniversário – eram do mesmo projeto de 1972, que precisaria ser mantido, conforme o termo de compromisso assinado entre o estado e a construtora.