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30/03/2009 | Jornal do Brasil

Le Méridien

Controlado pela Previ, Méridien corre risco de virar prédio comercial e prejudicar Rio-2016

Cerca de 100 pessoas participaram na manhã de ontem de um protesto em frente ao prédio que era ocupado pelo Hotel Méridien, na orla de Copacabana. Os manifestantes, liderados pelo deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ), pediam a manutenção da atividade hoteleira no edifício, que pertence ao Fundo de Pensão dos Funcionários (Previ), do Banco do Brasil, está fechado há meses e tem futuro incerto. Durante o ato, foram recolhidas 4 mil assinaturas para um abaixo-assinado que será entregue à Previ, pedindo ocupação somente com fins de hospedagem.

Munidos de faixas com os dizeres “O prédio do Méridien tem que ser hotel”, os manifestantes alegavam que o fechamento dos 500 apartamentos do hotel Méridien representaria uma perda de arrecadação de cerca de R$ 5 milhões durante temporada de carnaval, além dos prejuízos imateriais a imagem da cidade causados pela provável locação para salas comerciais.

Segundo Leite, a Companhia Vale do Rio Doce estaria interessada em ocupar o imóvel.

Baixa olímpica – Agora é o momento de a Câmara dos Deputados, do comércio do Rio e poderes públicos fazerem pressão para evitar um desfecho desfavorável para o turismo da cidade – disse Otavio Leite, que lembra que o fechamento de 500 leitos do Méridien pode complicar a candidatura do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A cidade ainda tem que criar um mínimo de 7 mil leitos na sua rede hoteleira, por determinação do Comitê Olímpico Internacional Há quase quatro meses, a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputado, representada por Leite, que compareceu à manifestação, e Albano Franco (PSDB-SE), se reuniu com o presidente do Fundo de Pensão dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), Sérgio Ricardo Silva Rosa, para acompanhar os trâmites que definirão o desfecho.

O encontro foi motivado por rumores de que a Previ poderia usar o prédio para outro fim que não a atividade hoteleira, o que contrariaria aval municipal concedida na época, que só autorizou o elevado gabarito do prédio (38 andares) devido ao seu destino turístico.

Após um acordo que durou menos de dois anos, a Previ desfez no último dia 03 de novembro o contrato de arrendamento do antigo hotel Le Méridien para a rede hoteleira espanhola Iberostar. O valor das obras de recuperação teria sido o motivo da discórdia, já que a Previ se dispunha a pagar R$ 20 milhões a menos que o solicitado.

Com o fim do contrato, que seria de dez anos, prorrogáveis por igual período, a Previ terá de pagar uma indenização de R$ 2,5 milhões à operadora. No mês passado, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil anunciou a contratação da consultoria Newmark Knight Frank para negociar o aluguel ou venda no imóvel com outros parceiros.

* Esta foto não faz parte da matéria do JB.

Veja aqui a reprodução da matéria. http://www.otavioleite.com.br/outros/meridien.pdf