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12/12/2011 | Jornal Lance! Net

Lei Geral da Copa poderá ser aprovada na Câmara nesta terça

Será colocado em votação nesta terça-feira pela Comissão Especial da Lei Geral da Copa, na Câmara, o projeto que visa a criar regras para a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Se for aprovada, a matéria seguirá para o plenário da Casa e, depois, para o Senado.

A intenção do governo é a de aprovar o texto com algumas mudanças feitas pelo relator, o deputado Vicente Cândido (PT-SP). A emenda mais polêmica é a que libera a comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros, já a partir da aprovação do texto.

O projeto prevê que as vendas aconteçam em espaços fechados, como bares e camarotes, e em copos de plástico. Além disso, o torcedor não poderá sair desses locais antes de terminar o consumo.

Enquanto o deputado petista acredita na mudança de perfil do torcedor com a realização do Mundial e defende a nova fonte de receita para os clubes, a oposição teme que a liberação incentive o aumento da criminalidade e da violência nos dias de jogos.

Como alternativa, o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) sugeriu que seja liberada apenas a publicidade de bebidas, e não a venda em si.

– Vamos questionar as bebidas no estádio. Nossa preocupação não é publicidade, mas a comercialização. Do ponto de vista econômico, essa receita de venda não é relevante. E está provado que é conveniente que não seja vendida por vários motivos – explicou o parlamentar.

A Comissão ainda fechou proposta para ter, no mínimo, 300 mil ingressos populares, ao preço de US$ 25 (menos R$ 50). Metade dos bilhetes será vendida para estudantes e idosos e, a outra metade, para indígenas e pessoas comprovadamente pobres.

É possível, ainda, que o texto aprove a utilização de aeroportos militares para o desembarque de aeronaves civis durante a Copa. A ideia, segundo Otavio Leite, é a de não depender somente das obras da Infraero.

– Obras que nunca acabam e outras que sequer iniciam. Não faltam recursos, mas a execução orçamentária da Infraero é trágica. O Brasil não pode ficar prisioneiro da incompetência do governo – concluiu.