Seu browser não suporta JavaScript!

16/10/2017 | Portal do PSDB na Câmara

'Leilão de campos do pré-sal vai atrair investimento e emprego'

Leilão de campos do pré-sal vai atrair investimento e emprego, diz Otavio Leite

Por Djan Moreno

O leilão de campos de petróleo e gás do pré-sal no final de outubro será um importante atrativo de investimentos e uma mola propulsora para a geração de empregos no Brasil. O deputado Otavio Leite (RJ) destacou nesta segunda-feira (16) a importância dos leilões e os benefícios decorrentes. A estimativa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é de que os oito blocos a serem leiloados vão gerar R$ 115 bilhões em investimentos. A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (Abespetro) acredita que serão gerados 500 mil empregos. 

“Finalmente os leilões vão ser realizados. Significa dizer que uma riqueza, que até então adormecia no fundo do oceano, passará a produzir emprego, renda e royalties. Isso é fundamental para o nosso desenvolvimento”, aponta Otavio.

A possibilidade de a exploração dos campos ser feita por operadoras de todo o mundo só é possível graças à lei de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) aprovada há um ano que desobrigou a Petrobras de ser a operadora de todos os blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha de produção. À época da aprovação do então projeto de lei 4567/16, deputados do PSDB já alertavam que a proposta ajudaria a movimentar a economia, além de dar à Petrobras os meios necessários para sua recuperação, após o desmonte promovido durante os governos do PT.

Os investimentos previstos com a realização dos leilões dos campos de petróleo e gás se converterão, em parte, em encomendas à indústria e em novos serviços pelos próximos sete a dez anos.

Serão realizados dois certames para exploração sob o regime de partilha. Nesse modelo, vence quem oferecer o maior lucro para a União em petróleo, o chamado óleo-lucro. Por isso, foi instituído um bônus fixo para cada uma das áreas, somando R$ 7,75 bilhões. A ANP estima que essas reservas, ao serem desenvolvidas, vão gerar cerca de US$ 130 bilhões em royalties, óleo-lucro e imposto de renda. O primeiro leilão no regime de partilha foi o da área de Libra, em 2013. Apenas um consórcio concorreu.

Agora, espera-se uma disputa acirrada. Embora os leilões brasileiros concorram com boas oportunidades de exploração nos quatro cantos do planeta, o pré-sal tem características únicas tanto em volume quanto em produtividade dos poços.

Conforme relatado pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, ao jornal O Globo, a grandeza de produtividade do pré-sal concorre apenas com o Oriente Médio. Segundo ele, para as operadoras, estar no pré-sal é como jogar na “primeira liga” do petróleo mundial.

Também ouvido pelo jornal, José Firmo, presidente da Abespetro, diz que os leilões vão marcar a volta dos investimentos no setor, seriamente afetado pelo escândalo de corrupção na Petrobras. Segundo ele, a economia também será beneficiada pelo salário médio do segmento, que é de R$ 8,7 mil, quase quatro vezes superior à média da indústria brasileira.

GANHOS ADIADOS

Para Otavio Leite, o Brasil já poderia estar colhendo os frutos da exploração desses campos do pré-sal, mas a incompetência e a corrupção dos governos petistas atrapalharam o rendimento.

“Lamentavelmente, os governos do PT atrasaram de maneira absurda esses leilões, mas o horizonte agora é promissor. Afinal, é um óleo leve, de alta qualidade e que atrai muitos investimentos nacionais e internacionais”, explica o tucano.

De acordo com o deputado, para o Rio de Janeiro, os leilões têm significado especial, em função de grande parte das jazidas se encontrarem no mar territorial que faz fronteira com o estado, de modo que vão apontar para uma ativação da economia do petróleo, que é forte na elaboração do PIB.

Para o deputado, esse é o momento de priorizar a exploração de petróleo, pois trata-se de uma fonte ainda em total evidência no mundo, mas que tende a ser substituída por outras matrizes energéticas. Portanto, os leilões são muito bem-vindos e não podem mais ser adiados.

Foto: Alexssandro Loyola