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06/10/2010 | Portal UOL

Líderes tucanos querem aproveitar "onda" contra Dilma no segundo turno

Por Camila Campanerut

Membros e aliados do PSDB se reúnem em Brasília nesta quarta-feira (6) para aproveitar, no segundo turno, o que líderes tucanos chamam de “onda” contra a adversária do presidenciável José Serra, a petista Dilma Rousseff. “A onda é contra o PT, contra a Dilma, que está precisando se explicar e está com dificuldade. A gente não pode perder essa onda, essa oportunidade”, avaliou o presidente nacional do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia, em referência às denúncias de tráfico de influência na Casa Civil e à opinião da petista sobre o aborto.

Ainda nesta linha, o coordenador de campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), disse que quem tem que explicar sobre o apoio ou não à legalização do aborto é Dilma Rousseff. “O Serra já disse que é contra isso [o aborto]. Antes, eu não sei se o PSDB era ou não, mas [agora] é”, falou Guerra. “Quem tem que explicar isso não é o PSDB, é uma ministra que disse quatro coisas a respeito do assunto e que normalmente não fala a verdade”.

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Além dos ataques à concorrente de Serra, parlamentares e correligionários discutem os próximos passos da campanha tucana. De acordo com o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen, o foco da campanha será em locais onde o ex-governador de São Paulo e seus aliados receberam menos votos. “Por onde se ganhou, os que ganharam comandarão a campanha. E onde se perdeu, estamos sem proteção necessária”, disse Bornhausen.

O governador eleito em São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB, avaliou que o segundo turno é uma segunda oportunidade para o seu companheiro de partido mostrar melhor seus projetos de governo. “O segundo turno é uma outra eleição. (...) Não tem grandes mudanças, mas terá comparações maiores. Serra com tempo igual no rádio e na TV irá crescer”, disse.

Já o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) chegou ao encontro dos tucanos acompanhado do ex-presidente da República e senador eleito no último domingo, Itamar Franco (PPS), animado e, nas palavras dele, “com uma expectativa muito positiva para o segundo turno”.

“Temos grande chance dos brasileiros saberem a melhor a história e as propostas [dos candidatos], ainda que sejam feitos ajustes. Na campanha vamos fortalecer a tese que nós defendemos e não o 'nós contra eles' e o aparelhamento da máquina pública. Agora não é mais um governo a serviço de um partido, mas um governo a serviço do país”, disse Aécio.

José Serra irá contar com o apoio de seu candidato a vice, Indio da Costa (DEM-RJ), para liderar as operações de rua e visitas a áreas populares do Rio de Janeiro (Estado no qual o tucano recebeu menos votos que Dilma e Marina Silva). “Mesmo com a Marina [Silva] neutra, o apoio do [Fernando] Gabeira ajuda, porque ele se comunica com o eleitorado verde”, disse Otavio Leite, deputado federal tucano que estava presente no encontro.

Apoio

Também presente na reunião, a candidata do PSC ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz (que irá disputar o segundo turno com o petista Agnelo Queiroz) disse que veio ao encontro para “dar apoio, e não pedir [apoio]”. “Se ele [Serra] vier [aos meus comícios], tudo bem. Se ele não vier, eu não vou me preocupar. Os votos dele já são meus”, disse a ex-primeira dama.