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23/05/2005 | O Estado de São Paulo

Liquidação no fim da Bienal do Livro

Evento no Rio terminou com aumento de venda e de público em relação a 2003

A 12ª Bienal Internacional do Livro terminou ontem com o Riocentro lotado e em clima de liquidação. Os 944 expositores queimaram os estoques e quase ninguém saiu sem pelo menos um volume. O público superou expectativas mais otimistas. Só no fim de semana, foram 160 mil pessoas, 40 mil a mais que o esperado. O sábado de sol levou 89 mil pessoas aos 55 mil metros quadrados da bienal. O domingo chuvoso trouxe 70 mil visitantes. A estimativa para os 12 dias do evento é de 630 mil pessoas. O visitante mais ilustre do fim de semana foi o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB). O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador José Sarney (PMDB-AP) estiveram lá na sexta-feira. Serra foi ontem, após reunir-se com o prefeito em exercício Otavio Leite. Confessando-se viciado em leitura, comprou de imediato, dois exemplares do romance de ficção científica O Homem dos Dados, de Luke Rhinhart, um clássico dos anos 1970. ´Um para dar de presente e o outro para repor o meu oroginal´, disse. ´Vou dar uma olhada, mas preciso me conter porque meu único vício é livro´.

Serra evitou falar de política e não quis comentar críticas da ex-prefeita Marta Suplicy. ´Ela perdeu a eleição, não há porque respondê-la.´ Mas trouxe uma proposta ao prefeito do Rio, de criar programas de incentivo ao turismo entre as duas cidades. E ainda fez um elogio à bienal. ´ É melhor e maior que a de São Paulo.´

Os organizadores do evento, o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Paulo Rocco, e o diretor da Fagga, Arthur Repsold, comemoraram o elogio e os números da Bienal. ´O público cresceu 12,5% em relação a 2003 e a venda de livros 44%, disse Rocco.