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24/08/2017 | Mercado & Eventos

Lummertz: o Brasil tem tudo para ser uma potência turística mas falta apoio e recursos

Por Luiz Marcos Fernandes

O presidente da Embratur, Vinícius Lummertz não tem dúvidas que o Brasil apresenta todas as condições para se tornar uma potência turística mundial. Ao mesmo tempo, reconhece que alcançar esse patamar é preciso não apenas se criar um ambiente favorável de negócios, como também avançar em questões pontuais.”A primeira delas é a aprovação pelo Congresso da Embratur como agência de fomento e promoção pelo Congresso. Nossa expectativa é que após as discussões de temas mais urgentes pelos deputados e senadores possamos colocar em pauta essa questão o mais breve possível”.

Quanto aos recursos para investimentos da nova agência, Lummertz não tem dúvidas de que o montante inicial não será o ideal, mas o suficiente para dar início a implementação dos planos e projetos da nova agência. “Até mesmo o projeto do deputado Otavio Leite, que prevê a criação de um fundo com recursos proveniente da cobrança de 1% na compra de bilhetes aéreos internacionais no Brasil não é descartável. A Argentina já adota esse procedimento e arrecada US$ 70 milhões para investir no turismo”, exemplifica. Segundo seus cálculos o valor a mais nos bilhetes ficaria entre R$ 10 e R$ 15, “o que não é tanto assim”.

O presidente da Embratur destaca que na comparação com outros países da América Latina o Brasil precisa de recursos para se tornar mais competitivo. “Nossos vizinhos na América Latina contam com uma média de US$ 70 milhões para investimentos em campanhas sem falar o México que investe mais de US$ 450 milhões. Nós já chegamos a ter US$ 111 milhões em 2011, mas regredimos. É preciso reverter essa curva”.

Lummertz acredita que a meta de atingir a marca de US$ 19 bilhões, contra os atuais US$ 7 bilhões em receita com o turismo, bem como elevar o patamar de 6,8 milhões de turistas para 12 milhões até 2022 ainda é possível. “Mas para isso, é preciso ter a percepção do que se investe tem retorno imediato, de que o Brasil é um país objeto de desejo do turismo mundial, não é caro e nem mesmo inseguro, comparado a outros países da América Latina. É preciso também que se aprove um conjunto de medidas como a abertura do capital aéreo para as internacionais e a flexibilização do visto para turistas norte-americanos”, adiantou.