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15/07/2012 | Jornal O Dia

Luta para driblar a baixa gastronomia das ruas

Por Fabiana Sobral

Rio - Em tempos de campanha político tem que andar ... de boca fechada. O que parece contraditório ao rito do popular corpo a corpo das ruas está virando regra entre candidatos à cadeira do Palácio da Cidade. E ganha um doce, ou uma coxinha, quem adivinhar a razão.

Pensou no medo da balança? É isso mesmo. Desvia de uma feijoada aqui; foge do ‘X-tudo’ ali; passa batido do churrasquinho de gato da esquina; sai da pegadinha do pastel de feira. São muitas as intenções iniciais, repetidas quase que em tom de oração, para evitar as tentações da baixa gastronomia dos tempos eleitorais. Será que vai dar?

Apostando que vão conseguir manter o peso, quatro candidatos aceitaram o desafio proposto por O DIA e se deixaram pesar neste início de campanha. Eduardo Paes (PMDB), Rodrigo Maia (DEM), Otavio Leite (PSDB) e Aspásia Camargo (PV) vão travar uma verdadeira corrida de obstáculos — e são muitos — para manter a forma na conquista por votos. Marcelo Freixo (PSOL) não topou.

Em outubro, na reta final das eleições, os quatro voltam a se submeter à balança. Aí, ficaremos sabendo se caíram em pecado: o da gula, claro.

Fã de um ‘podrão’, Eduardo Paes, candidato à reeleição, até que luta, com pedaladas ainda na escuridão, para manter a forma. Mas, em tom de confissão, já dá a pista. “Eu engordo em campanha”, conta ele, que pesou ,“com roupa”, 83,3 kg.

Rodrigo Maia, 93,3 kg “vestido”, adotou café da manhã reforçado e evita comer fora de hora. Reconhece, porém, que quando a fome bate, “como besteira mesmo”. Com 79,1 kg, Otavio Leite tem até lema contra a comilança: “Tá com fome, bebe água!”, repete em ladainha para si mesmo. “Meu drama é o doce”, confessa. Aspásia Camargo — 58, 2 kg — evita “acumular fome”. Mas vai resistir ao pão com “muita” mortadela que adora?

É esperar outubro e conferir.

Crédito da foto: Jorge Chaves