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19/12/2004 | Jornal do Commercio

Maia considera remota a candidatura à Presidência

O prefeito Cesar Maia (PFL), o vice-prefeito Otavio Leite (PSDB) e os 50 vereadores eleitos foram diplomados neste sábado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TER-RJ), em solenidade realizada na Câmara Municipal. Na oportunidade, o prefeito mudou o discurso, considerando remota sua candidatura à Presidência da República em 2006. A pefelista declarou apoio ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para concorrer à sucessão do presidente Lula, desde que o tucano consiga crescer nas pesquisas, equiparando-se ao prefeito eleito de São Paulo, José Serra (PSDB).

Apesar de afirmar torcer por Alckmin e de se considerar ´apenas uma hipótese remota´ para disputar a eleição presidencial, Cesar Maia tentará projetar nacionalmente seu nome através do rádio.O veículo faz parte de uma das estratégias do prefeito para ficar conhecido em todo País. Ele terá uma estrutura montada na residência oficial, no Palácio da Cidade, para se comunicar diariamente com duas ou três emissoras no Brasil.

- O PFL lida com rádio há muito tempo, por isso usarei o veículo para ficar mais conhecido. Também aproveitarei as visitas como prefeito a outras cidades para fazer reuniões políticas. Sou um candidato experimental e, de coração, quero que um candidato do PSDB estoure a boca do balão e vou torcer muito pelo Alckmin. Se o governador de São Paulo, que tem 12% a 13% da preferência do eleitorado, tivesse hoje o que tem o Serra, entre 25% e 28%, já teria aderido a ele. Nossa dificuldade é fazer este apoio sem ter ainda um candidato claro das oposições e sem saber se é melhor ter um ou vários nomes. Só saberemos isso no início de 2006 - ressaltou o prefeito.

Se Cesar Maia considera remota a hipótese de ser o candidato do PFL à sucessão de Lula, disputar o Governo do Estado é uma possibilidade ´descartada´ de seus projetos políticos. Ele acredita que o PSDB tenha mais chance de crescer no Rio de Janeiro, tendo o PFL apenas como aliado.

Um terceiro mandato ´sem folclore´

O prefeito Cesar Maia, que a partir de 1º de janeiro inicia seu terceiro mandato, afirmou que a administração não trará novidades no que se refere ao seu estilo de governar. ´Não governo com folclore, mas com ação administrativa e controle de finanças´, acentuou. Apesar da experiência conquistada no cargo, Cesar Maia disse que os Jogos Pan-Americanos de 2007 serão o maior desafio do próximo mandato. ´Meu mandato será marcado pelo Pan, para o bem ou para o mal´, sentenciou. Ele destacou ainda como projetos de seu interesse os de inclusão social, de universalização da Pré-Escola e de reforma urbana.

O prefeito, que nunca teve maioria no parlamento, encontrará menos resistência da Câmara. Com a renovação de metade dos 50 vereadores eleitos, o terceiro mandato terá a sustentação de uma bancada majoritária, somados os pefelistas e aliados. Ter vantagem, no entanto, não mudará a relação do prefeito com a Câmara.

- Nunca pressionei por votos e procuro não interferi nas decisões. Na hora de votar o Orçamento, me aproximo porque é uma questão de governabilidade - esclareceu o prefeito, que não se surpreendeu com a renovação de metade da Câmara. Para ele, isto acontecerá enquanto não se construir partidos políticos fortes e orgânicos - sublinhou o prefeito, que recebeu de um dos presentes à cerimônia, uma corujinha, que servirá para ´espantar o mau olhado´.

O silêncio de Suely e a simpatia de Rosa Fernandes

A mais singular personagem das últimas eleições no Rio, a Srta Suely, do Prona, finalmente apareceu em público, mas manteve distância da imprensa. Como na propaganda eleitoral, quando aparecia ao lado do presidente do partido, Enéas Carneiro, a vereadora eleita entrou muda e saiu calada da solenidade. Usando um vestido vermelho com generoso decote, a vereadora estava na companhia do Doutor Enéas, que a auxiliava a se desvencilhar do assédio dos repórteres. Srta Suely manteve, assim, a imagem de pessoa fechada e de poucos sorrisos. O único foi quando recebeu seu diploma das mãos de Faver.

Ao contrário da Srta Suely, estreante na política, a veterana Rosa Fernandes (PFL), a mais bem votada nas últimas eleições, esbanjava simpatia. Na ocasião, afirmou que não tem intenção de se candidatar a cargo na Mesa Diretora, em fevereiro. Adiantou, no entanto, que o PFL se reúne para decidir se formará uma frente para apresentar chapa única. Rosa Fernandes e Srta Suely assistiram à solenidade em cadeiras improvisadas no plenário, assim como outros oito vereadores. Isto porque a Câmara ainda não adaptou o mobiliário para atender ao atual quadro de legisladores, que subiu de 42 para 50.