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08/11/2004 | Jornal O Estado de São Paulo

Maia diz que vitória de Serra seria boa para o Rio

Pefelista, reeleito em primeiro turno, afirma que ´quando São Paulo cresce, o Rio cresce´; Serra retribui elogios e informa que pretende adotar programas do prefeito

O desenvolvimento do Rio depende em grande parte da vitória de José Serra (PSDB) em São Paulo, disse o prefeito reeleito da cidade, Cesar Maia (PFL). ´Quando São Paulo cresce, o Rio cresce. Quando São Paulo vai bem, o Rio vai bem´, condicionou Maia, que acompanhou Serra ontem - os dois com casacos e camisas azul-marinho - num tumultuado corpo-a-corpo no centro comercial de São Miguel, na zona leste.

Serra aproveitou para anunciar que, se eleito, vai implantar em São Paulo idéias de Maia, como o Favela Bairro e o Remédio em Casa. ´O Cesar governou o Rio por 8 anos. Vamos aproveitar as boas experiências dele´, disse, adiantando que deve começar por Paraisópolis, no Morumbi.

O Favela Bairro é um programa de urbanização financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com atenção especial para saneamento básico e criação de áreas de lazer nos novos bairros.

Maior estrela do PFL depois de eleger-se no Rio no 1.º turno, com o tucano Otavio Leite como vice, Maia não precisou ser apresentado por Serra a eleitores que vinham cumprimentá-lo. ´É o cheiro da vitória´, cravou, impressionado com a concentração de militantes, eleitores e curiosos que acompanhavam o corpo-a-corpo.

O desembarque da cúpula do PFL na campanha, entretanto, foi menor do que o esperado. Os senadores Marco Maciel (PE) e Jorge Bornhausen (SC), presidente do partido, não apareceram. Os pefelistas que acompanharam a visita, que se estendeu ao Itaim Paulista, foram os senadores Romeu Tuma (SP) e José Agripino (RN), assim como o deputado Gilberto Kassab, vice na chapa de Serra e alvo de pesados ataques da prefeita licenciada Marta Suplicy (PT).

Em São Miguel, chamou a atenção a grande concentração de militantes do PV, que no primeiro turno tinham candidato próprio. Agora parceiros do PSDB, eles exibiam novo uniforme. Na camiseta verde, se lia ´PV agora é Serra´.

PLANO DIRETOR

À noite, em reunião com integrantes do movimento Defenda São Paulo, Serra comprometeu-se a antecipar a revisão do Plano Diretor da cidade para 2005, se for eleito. Ele criticou o governo petista, dizendo que ´conseguiu suplantar tudo que teve de pior (na história) da gestão´ de São Paulo. ´O PT tem um talento incrível para botar o Brasil e a cidade para trás.´

Serra fez apelo para que ninguém viaje no feriado prolongado que coincide com a eleição. ´Pelo amor de Deus não vão viajar!´, insistiu, definindo como casuísmo eleitoral o ponto facultativo decretado pela Prefeitura para os servidores. Ele acrescentou que a crise da Prefeitura é tão grande que no fim do ano não terá recursos para pagar o 13.º ou fornecedores.

ÔNIBUS

Mais cedo, Serra disse que ainda não pode afirmar se manterá a passagem dos ônibus congelada em R$ 1,70, como prometera Marta na véspera. ´Não temos os números. Se ela está falando isso, ou é porque está enganando o eleitor ou tem os números certos´, ponderou. ´Agora, se tivermos os números e for mesmo possível, claro, manteremos o preço da passagem.´

Com certa ironia, os tucanos comemoravam a participação do senador Aloizio Mercadante (PT) no horário eleitoral de Marta, anteontem. Ele apresentou vários trechos do programa de Serra para dizer que o tucano usa ´truques´ para enganar o eleitor. O comando da campanha tucana avalia que a tática é ´tiro no pé´. ´Queremos que o Mercadante apareça cada ver mais´, provocou o deputado Edson Aparecido, um dos coordenadores da campanha. Colaborou: Mariana Caetano