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25/11/2004 | Jornal do Commercio

Maioria dos deputados é favorável ao piso salarial

A mensagem da governadora Rosinha Garotinho definindo aumento de 7% sobre as seis faixas salariais no Estado ainda não chegou à Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), mas sua aprovação é certa, já que a proposta é receptiva à maioria dos 70 parlamentares. De acordo com o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Edson Albertassi (PSC), as únicas alterações que deverão ser incluídas na mensagem referem-se a categorias de classe, já que os valores foram exaustivamente debatidos por empregados e patrões ao longo do ano. A mensagem terá que ser votada antes do recesso, já que o reajuste começa a valer a partir de janeiro de 2005.

Aprovação rápida

O líder do Governo na Alerj, Noel de Carvalho (PMDB), não tem dúvidas de que a proposta será rapidamente aprovada. Segundo ele, o processo de negociação longo facilitará a tramitação na Casa, a não ser que venha em regime de urgência. Na avaliação de Noel, o reajuste não provocará demissão.

- É um absurdo que o presidente Lula e o Governo de São Paulo não copiem o Rio porque este piso representará aquecimento da economia fluminense e não demissão. Com mais dinheiro, as pessoas vão comprar mais - analisou.

Otavio Leite (PSDB) não acredita que o reajuste aqueça a economia, já que o percentual de 7% corresponde à variação inflacionária. Na avaliação do parlamentar, a ´única saída é fortalecer o desenvolvimento econômico, sem o qual as empresas não abrirão espaço para reajustes reais´. Os líderes do PDT, Paulo Ramos, e PSDB, Luiz Paulo, consideram o novo piso salarial ´demagogia´, pois não contempla os servidores públicos.

Oposição critica

- O piso dos servidores do sistema penitenciário, por exemplo, é de R$ 170, inferior até mesmo ao piso nacional, de R$ 260 - observaram Luiz Paulo e Paulo Ramos. Para o líder do PMDB, as críticas não surpreendem porque ´esse é o papel da oposição´. O líder do PT, Gilberto Palmares, adiantou que votará favorável à mensagem, mas apresentará emenda para incluir os funcionários de supermercados, que ficaram de fora das faixas definidas pela governadora.

O presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Edson Albertassi (PSC), adiantou que os valores apresentados não deverão ser questionados e que as emendas serão referentes à inclusão de categorias não contempladas ou mudança de categorias por faixa salarial.