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02/10/2012 | Jornal Lance! Net

'Mais ênfase para atletas com deficiência'

Por Amélia Sabino e Leo Burlá

O deputado federal Otavio Leite (PSDB) aposta na inclusão de pessoas com deficiência como uma de suas principais bandeiras esportivas caso seja eleito à Prefeitura do Rio de Janeiro. Leite – que tem como candidato a vice Geraldo Nogueira (presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-RJ) – foi vice-prefeito na gestão de Cesar Maia entre os anos de 2004 e 2008.

O candidato entende que a construção de um novo velódromo para a Olimpíada pode ser uma alternativa viável, e que o equipamento já existente possa ser remontado em outra cidade.

– Por uma razão simples, a reforma do atual em nada aproveita tal estrutura. Sendo assim, é preciso medir o custo-benefício – disse o candidato tucano.

Confira a íntegra da entrevista com mais um candidato ao cargo de prefeito da cidade.

Aonde serão alocados moradores que sofrerão com desapropriações decorrentes das obras do entorno do Maracanã e para Olimpíada?

O reassentamento em qualquer circunstância, seja nesse caso ou em área de risco, tem que se dar próximo à localidade original da moradia ou do trabalho, tendo em vista o cumprimento integral da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, artigo 429. As famílias que já deixaram a área da favela Metrô Mangueira foram transferidas para Cosmos, Zona Oeste da cidade, e para a Avenida Visconde de Niterói, na Mangueira.

Qual a sua opinião quanto à necessidade da construção de um novo velódromo, orçado em R$ 115 milhões, visto que temos um equipamento inaugurado há cinco anos?

Em primeiro lugar, o velódromo custou R$14 milhões, foi construído exclusivamente para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e suas dimensões nem de longe atendem às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI). Tanto construir um novo quanto reformar o atual custa, segundo informaram, o mesmo valor. Por uma razão simples, a reforma do atual em nada aproveita tal estrutura. Sendo assim, é preciso medir o custo-benefício. Talvez seja melhor desmontar o atual, remontá-lo em outra localidade, visto que muitas cidades pleiteiam isso, e construir um novo equipamento. Vamos aguardar o orçamento do Ministério do Esporte.

Qual a sua opinião em relação ao atual plano para o Porto do Rio? Mudaria algo em relação ao que está sendo levado adiante?

A Perimetral será mantida. Nós vamos incorporá-la ao projeto do Porto Maravilha. É evidente que o elevado precisa de um tratamento paisagístico. Isso se faz com arte, se faz com criatividade. Nós vamos fazer um concurso público e daí tirar uma saída. Concordo com a implantação de novos edifícios que vão sediar empresas e gerar mais empregos para a cidade, mas gastar R$1,5 bilhão com a derrubada da Perimetral é uma insensatez. O Rio de Janeiro tem outras prioridades e o elevado é uma importante artéria do fluxo viário, por onde passam 100 mil veículos por dia.

O que pretende fazer para ajudar na massificação do esporte na cidade, tendo em vista não apenas o incentivo já existente a alguns atletas de ponta?

Vou promover uma ampla parceria com as faculdades de Educação Física, que atuarão diretamente em programas de iniciação de práticas desportivas para todas as gerações e por toda a cidade. Ao mesmo tempo, instituiremos um programa de identificação e desenvolvimento de atletas de alto rendimento entre as modalidades olímpicas, seja observando as atividades esportivas nas escolas, nos clubes e nas academias existentes. Também daremos ênfase especial para os atletas com deficiência, ampliando as atividades e trabalhando o alto rendimento. Por exemplo, vamos construir campos de bocha em praças para utilização de atletas portadores de paralisia cerebral. O esporte, seja na perspectiva do lazer, do hobby ou da competição, incorporou-se definitivamente ao DNA do Rio.

Os contratos já selados para obras da Olimpíada poderão passar por algum tipo de revisão? O candidato se compromete com o que já foi acordado entre a cidade e o COI para a realização do evento?

Os contratos foram firmados pelo país, mais do que pela cidade, e é lógico que precisam ser respeitados. Ao mesmo tempo, vou instituir procedimentos para haver transparência total em todos os gastos. Cada obra terá um espaço específico em um portal para que o cidadão confira os detalhes de cada contrato, sobretudo durante sua execução.