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21/01/2009 | Jornal O Globo

Méridien: prédio somente poderá abrigar hotel

Paes descarta aprovar ocupação de edifício por salas comerciais

As empresas interessadas em ocupar com salas comerciais os 500 quartos, distribuídos pelos 38 andares do antigo Hotel Méridien, na orla do Leme, terão de desistir da ideia. O prefeito Eduardo Paes bateu o martelo e decidiu que o prédio, que é de propriedade da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e está fechado há um ano e meio, só poderá ser usado como hotel.

— Não autorizo outra atividade no prédio a não ser a de hotel — afirmou Paes.

Membro da comissão de turismo da Câmara de Deputados, Otavio Leite (PSDB) apresentou cópia de um termo de compromisso firmado entre o empreendedor e o governo do antigo Estado da Guanabara, em 1972, o qual condiciona o aumento do gabarito do terreno, na esquina das avenidas Atlântica e Princesa Isabel, de 18 para 38 andares, à construção de um hotel: — Para virar um edifício de salas comerciais, o prefeito teria de aprovar uma lei na Câmara de Vereadores. Isso seria um absurdo. Só foi permitido erguer um prédio vinte andares acima do gabarito por se tratar de um hotel. Além do mais, onde os usuários de um edifício de escritórios colocariam seus carros? Há poucas vagas de garagem no edifício.

A assessoria da Previ alegou não poder revelar os nomes dos 12 interessados em arrendar ou comprar o prédio. O fundo está analisando as propostas.

Não há prazo para a conclusão do processo.

Em 1996, a Previ adquiriu da Sisal o Hotel Méridien. Na ocasião, a rede Méridien continuou administrando o hotel.

Em agosto de 2007, o hotel, arrendado pela rede Iberostar, fechou as portas para fazer uma ampla reforma. Como a Previ e a Iberostar não chegaram a um acordo sobre o custo das obras, a rede hoteleira decidiu rescindir o contrato