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29/06/2004 | Jornal O Globo

Missa de sétimo dia por Brizola reúne 700 pessoas no Rio

Cantado pela brizolista Beth Carvalho, o Hino da Independência encerrou com emoção a missa de sétimo dia pela morte do ex-governador Leonel Brizola, ontem, na Igreja da Candelária. Cerca de 700 pessoas, entre parentes, políticos e militantes do PDT, acompanharam a cantora e gritaram o nome de Brizola, enquanto uma enorme bandeira nacional era levada para o interior da igreja.

Depois da celebração, a filha Neusinha Brizola, o neto Carlos Brizola e o presidente regional do PDT, Carlos Lupi, foram ao púlpito prestar a última homenagem ao líder pedetista. Os filhos João Otávio e José Vicente estavam na primeira fila.

— Ele foi um grande companheiro nas horas boas e nas difíceis. Só agora que ele saiu da vida para entrar na História é que o Brasil vai entender o tamanho desta perda — disse Neusinha.

O neto agradeceu as manifestações de carinho na despedida do avô e também exaltou qualidades de Brizola:

— A comoção nacional foi o que nos confortou neste momento. Partiu o homem, mas vai ficar a sua lição, que é colocar o interesse público acima de tudo. Ele sempre lutou pelos mais humildes.

Lupi: “Vamos continuar a luta, o PDT não vai acabar”

Em seu discurso, Carlos Lupi lembrou as dificuldades da infância do líder pedetista e disse que o PDT não vai acabar com a morte dele:

— O PTB de Getúlio não acabou com a sua partida. Vamos continuar a luta de Brizola, que nem a ditadura conseguiu paralisar. Ele foi um dos brasileiros mais injustiçados, mas manteve seus ideais. Ele lutou para que as crianças tivessem a mesma chance que ele teve, ao sair de casa ainda menino para viver em Porto Alegre. Brizola vive enquanto crianças ainda estiverem na rua.

Celebrada pelo monsenhor Elia Volpi, a missa teve a presença dos deputados estaduais Paulo Ramos (PDT), Cidinha Campos (PDT) e Otavio Leite (PSDB), da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), do ex-deputado Vivaldo Barbosa e do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito.