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21/10/2003 | Jornal do Commercio

Montagem de draga reinicia hoje as obras do emissário

A montagem da draga que retirará areia para assentamento do emissário submarino da Barra da Tijuca será iniciada hoje, informou o coordenador do Programa de Saneamento da Barra e Jacarepaguá (PSBJ), Roney Moreira. A expectativa é de que na próxima segunda-feira comecem os testes com explosivos para a explosão da rocha de arenito que está a 140 metros da costa e impede a instalação da parte submersa do emissário.

Moreira, que é também assessor de Desenvolvimento e Gestão da Cedae, informou que dentro de 45 dias, contados a partir da próxima segunda-feira, deverá ser concluída a etapa de retirada do arenito. O passo seguinte será o lançamento do emissário no mar, fazendo a sua interligação com a parte terrestre. "Esse trabalho deverá levar mais 60 dias", disse.

Depois da instalação do emissário será iniciada a retirada do píer construído para dar sustentação ao projeto, além de realizada a recomposição do leito, os testes necessários e outros preparativos que antecedem ao início das operações, previsto para abril de 2004. "Agora não há mais qualquer possibilidade de atraso nas obras", assegura o coordenador do PSBJ.

Condições do tempo não permitiam o trabalho

As obras, que estavam paralisadas desde agosto do ano passado, por falta de recursos, são prioridade para o Governo Rosinha e não foram retomadas antes, segundo Moreira, porque as condições do mar são desfavoráveis até setembro, em função das chuvas e ressacas, que impedem a instalação de equipamentos marítimos. "Mas vínhamos mantendo o canteiro de obras e cuidando dos equipamentos para evitar danos", garantiu. O projeto está orçado em R$ 48 milhões e os recuros são oriundos do Governo do Estado.

O deputado Otavio Leite (PSDB), presidente da Comissão Pró-Emissário, da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), afirmou que continuará atuando na fiscalização das obras. Na opinião do parlamentar, ainda não há motivos para comemorar a retomada do emissário submarino da Barra da Tijuca porque o projeto de construção da rede coletora de Jacarepaguá está paralisado desde abril.

- O emissário é parte de um complexo de saneamento que inclui também a Estação de Tratamento de Esgotos. Uma iniciativa isolada não representa muito. Vamos continuar atuando de forma a cobrar o andamento de todas as etapas desse projeto, que é muito importante - afirma o deputado.

O parlamentar disse ainda que os cálculos preliminares sobre as dimensões da rocha de arenito não corresponderam à realidade, fato que exigiu um acréscimo de R$ 6 milhões no valor do projeto do emissário. As responsabilidades sobre o erro estão sendo apuradas pelo Tribunal de Contas do Estado.