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11/09/2003 | Globo Barra

Muitas obras e pouca pontualidade

Freqüentemente ocupando posições políticas diferentes, o governo do estado e a prefeitura parecem não chegar a um denominador comum até quando se trata de cumprir cronogramas.

Além de gerar transtornos aos moradores, o atraso das obras onera os cofres públicos. A paralisação da construção da rede coletora de esgoto em Jacarepaguá representa um aumento de 25% (R$ 11,5 milhões) no custo da execução do lote, orçado em R$ 46 milhões, segundo cálculos de julho feitos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

As construções do emissário submarino da Barra, da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e da rede coletora deveriam ter sido concluídas no dia 29 de março, segundo a previsão da Cedae.

O atraso das obras é tão grande que motivou a criação da Comissão Pró-Emissário, formada por deputados estaduais, presidida por Otavio Leite. Ele diz que não há prazo para a conclusão das obras.

— A construção da rede coletora de esgoto está paralisada desde abril. O consórcio de empreiteiras foi desfeito. A Cedae incluiu a Delta Engenharia, mas a mudança precisa ser aprovada pelo TCE. Se as obras fossem reiniciadas hoje, atrasariam mais 14 meses — diz.

A Cedae está esperando outubro, quando as condições do mar melhoram, para a disposição dos tubos do emissário, que já foram comprados. Se essa instalação sofrer outro atraso, o píer terá que ser reconstruído, segundo laudo da própria companhia.