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17/09/2012 | Jornal Destak Rio

No Destak, Otavio Leite critica 'trilogia de asfalto, tijolo e cimento'

Otavio Leite, candidato à prefeitura do Rio, respondeu a questões relativas à eleição.

- Para ter a certeza de que, passado meu mandato, a cidade será mais humana. Somos governados por uma trilogia: asfalto, tijolo e cimento. Isso é importante, mas as pessoas são mais. De nada adianta construir clínicas da família e UPAs se não têm o essencial: médicos

- Temos 7 mil: 4 mil estatutários, 2 mil de OS e mil federais cedidos. Vamos inverter o processo da OS. O atendimento tem que ser feito pelo profissional de vínculo com o município. Dos R$ 4 bilhões da saúde, gasta-se R$ 1 bilhão com OS. Vamos usar esse R$ 1 bilhão para aumentar o salário dos estatutários. Para o período de 24 horas, tem que ser no mínimo de R$ 7 mil. E vamos integrar as faculdades de medicina na estrutura, reforçando a formação dos residentes e fazendo a primeira faculdade de medicina na zona oeste.

- Uma vaga em faculdade custa R$ 4 mil por mês; vamos abrir cem, construindo prédio ao lado do hospital Pedro 2º, que custará R$ 25 milhões, e fazer uma licitação. Quer ganhar, implanta um campus avançado ou uma nova. Os alunos custarão R$ 5 milhões por ano, o que é fácil ser absorvido em um orçamento de R$ 4 bilhões. A zona oeste tem 1,7 milhão de habitantes; não há nenhuma cidade do mundo com essa população sem faculdade de medicina.

- Cortando receita delas. Tem que licitar as vans com Bihete Único. E vamos tirar o alvará de bares que tiverem maquininhas [caça-níqueis].

- Aí, chama a polícia.

- Ao vice é dada uma caneta, a minha veio sem tinta. Não tive qualquer. A única coisa que propus e ele aceitou foi uma secretaria, primeira no Brasil para direitos de pessoa com deficiência. Tanto que, na metade do mandato, fui ser deputado federal.

- É natural que os partidos apresentem candidatos. O problema é que no país tem crescido demais a força do pragmatismo, do carguinho...

- Não deixa de ser uma boquinha. Isso explica porque o Eduardo [Paes] tem 20 aliados ideologicamente contraditórios como PT e PP, PC do B e PTB.

- Ele avalizou minha proposta de duas professoras em sala de aula, é ótimo para mim.

- Totalmente viável. Vamos contratar 2 mil novos professores. Temos 48 mil, vamos fazer concurso para 2 mil, exclusivamente para as 2 mil salas de classe de alfabetização, que são decisivas.

- Ao contrário, fui escolhido candidatos em todas as instâncias do partido. A Andrea passou a ser problema de quem ela apoia. Foi um alívio. Quanto à Teresa Bergher, nome na placa [do candidato a prefeito] fica muito pequeno, é difícil. Mas ela já foi para a rua comigo.

- Não. Sou a favor do Porto Maravilha, mas contra derrubar a Perimetral, gastando R$ 1,5 bilhão para derrubar, fazer um túnel e trocar seis por meia dúzia. Um viaduto pode ficar bonito com soluções já usadas em Nova York e Xangai.