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12/06/2016 | PSDB RJ

No Rio, Alckmin fala de reforma política, rigidez fiscal, diálogo com a população e valores

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin esteve no Rio de Janeiro na manhã deste sábado, dia 11, para conversar com os pré-candidatos do PSDB a prefeito e a vereador que vieram de todo o estado para participar do curso de formação política realizado pelo diretório regional do partido, em parceria com a secção Rio do Instituto Teotônio Vilela. O PSDB do Rio de Janeiro entra fortalecido no processo eleitoral de 2016, com uma quantidade maior e mais competitiva de postulantes em relação a eleições anteriores: já são 55 pré-candidatos a prefeito; e 17 a vice.

Na pauta do encontro, a experiência de Geraldo Alckmin como candidato que já foi eleito vereador e prefeito de sua cidade natal - a paulista Pindamonhangaba; a deputado estadual; a deputado federal; e quatro vezes ao governo do estado de São Paulo - uma como vice.

O governador abordou temas como a necessidade da reforma política, declarando preferência pelo voto distrital e fazendo ressalvas sobre o sistema partidário inchado que, em vez de fortalecer a democracia no Brasil, gera uma crise de representação. Falou das dificuldades que os governos municipais vão enfrentar com a falta de recursos - só o Fundo de Participação dos Municípios diminuiu 21% - e da necessidades de bons gestores para contornar essas dificuldades, com uma política fiscal e monetária rígida e, sobretudo, com valores.

"Cada vez mais, a política se distingue pelos valores. E alguns valores são essenciais, como a inclusão e o empreendedorismo. Vivemos uma crise sem precedentes, e os municípios vão ser governados sem dinheiro. Precisamos de prefeitos que sejam líderes, capazes de atrair investimentos; gerar empregos; e dar atenção às prioridades da população, como a saúde, especialmente num momento em que a União diminui o orçamento para o setor”, chamou ele atenção, acrescentando que as eleições municipais são as que mais permitem a aproximação com a população:

“Laços de lealdade e afeto são faculdades da política. Vocês têm que estudar, se preparar, elaborar propostas. Preparem-se sem descanso e cerquem-se das melhores pessoas. Prometam de menos e façam demais”, disse ele a uma plateia de 400 pessoas.

O senador José Aníbal, presidente nacional do ITV, traçou um histórico da social democracia mundo a fora, apresentando seus resultados positivos para países como Portugal, Espanha, e para o próprio Brasil, quando governado pelo PSDB. O parlamentar criticou ainda o corporativismo brasileiro, que gera desigualdade. "O Brasil vive uma brutal desigualdade, com a força das corporações que se apropriam da renda nacional. Corporativismo é, às vezes, pior do que a corrupção”, declarou.

O presidente da Executiva Estadual do PSDB, o deputado federal Otavio Leite, conduziu a abertura do evento e destacou que é característica do PSDB primar pela qualidade de seus pré-candidatos. E disse que grandes homens públicos como Geraldo Alckmin e José Aníbal são inspirações aos postulantes.

“É difícil exercer o mandato num momento em que a crise diminui a capacidade de investimento. E o que vai contar é a capacidade de gerir, de ser criativo, de tomar decisões. Estamos tocando. Procurando fazer o PSDB crescer, com proposta, conteúdo, diálogo e enfrentamento político. Temos acervo. Não máquina. Homens com experiência podem nos inspirar mais”, disse ele.

O presidente regional do ITV, Igor Abdalla, discorreu mais detalhadamente sobre a matriz ideólogoica do PSDB. O evento teve exposições sobre redes sociais, marketing, direito e pesquisas eleitorais. Contou com a participação do pré-candidato à prefeitura do Rio, o deputado Carlos Osorio, e foi encerrado pelo deputado Luiz Paulo, que chamou atenção para o quão diferentes as eleições deste ano vão ser.

"Nem os mais experientes em campanhas sabem direito como vai ser. Será necessário lidar com poucos recursos, pouco tempo, rejeição, uma quantidade assombrosa de votos brancos, nulos e abstenções. Mas é uma excelente oportunidade para aqueles que não tem envolvimento com corrupção sair na rua, olhar cara a cara do eleitor e dizer isso', finalizou Luiz Paulo.