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10/11/2009 | Jornal Panrotas

O Orçamento para o Turismo

Obrigatoriamente o presidente da República encaminha até o dia 31 de agosto a proposta de lei orçamentária para o exercício do ano seguinte. Nela se estima receitas (provenientes dos tributos) e ao mesmo tempo define as despesas, setor por setor da administração pública. Ao longo dos últimos anos observamos o crescimento das dotações para o turismo, sobretudo para a infra-estrutura turística nos estados e municípios. Em 2009, o orçamento previsto para o Ministério do Turismo alcançou R$ 2,68 bilhões, mas apenas R$ 740 milhões foram empenhados (com destinação certa, mas que ainda não foram pagos).

Trata-se de um movimento que fortalece a bandeira do turismo e mostra como os administradores públicos estão percebendo a importância desses investimentos para suas cidades. Por outro lado, prosseguimos ainda amargando um número de entradas de turistas congelados na casa dos cinco milhões. A rigor, estes dados nos remetem ao desafio de expandir a demanda por destinos no Brasil. A cotação do dólar poderia ser um ingrediente que implicasse na ampliação da captação de turistas, mas a sua proximidade com o real encarece o produto Brasil. No fundo, voltamos à velha proposta de ensejar ao turismo receptivo o mesmo tratamento que o país oferece aos setores de exportação de manufaturados.

Violência e turismo

O problema da insegurança nas grandes cidades – que também são destinos turísticos – evidentemente é um fator que atrapalha, e muito, a expansão do setor. Cada notícia divulgada sobre um episódio de violência gera prejuízos não só para a imagem do Brasil como também para os investimentos feitos no setor turístico. A mídia negativa espontânea provoca decisões contrárias por viagens a destinos onde ocorreram os fatos de violência. É preciso empreender todo o esforço para combater esse problema crônico no nosso país. Isso significa ir além das dotações orçamentárias provenientes das políticas públicas de segurança. Seria muito bom que o governo federal, também nas dotações do turismo, apoiasse a qualificação e instrumentalização das forças policiais municipais. Seria mais segurança para os cidadãos e, conseqüentemente, para os turistas.