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07/02/2007 | Ascom Dep. Otavio Leite

O primeiro pronunciamento

O SR. OTAVIO LEITE (PSDB-RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, parabenizo V.Exa. pela sensibilidade demonstrada no prosseguimento da chamada dos oradores inscritos para o Pequeno Expediente, haja vista que a demanda dos 2 primeiros dias de trabalho se encontrava reprimida. É uma prática que deve perdurar nesta Casa, para que os Parlamentares possam usar da palavra. Afinal, esse é o nosso combustível mais importante.

Ressalto, em breves palavras, a minha profunda satisfação de conviver com tantos representantes do povo brasileiro. De forma plural aqui estamos, dado que fomos eleitos por uma razão especial. Então, somos compulsoriamente levados ao convívio durante 4 anos, entre os contrários.

É dessa pluralidade, dessa simbiose das mais variadas posições, dessa convergência e da divergência de opiniões que podemos, como caldo de cultura das nossas participações, oferecer uma contribuição ao Brasil.

Ao mesmo tempo em que tenho essa profunda satisfação, devo dizer da absoluta consciência que me toma do peso da responsabilidade sobre os meus ombros. Aqui estou para defender o povo do Rio de Janeiro, mas em primeiro lugar para lutar pela causa das pessoas com deficiência. Falo de 14% da população brasileira, que hoje já conseguiram uma série de avanços. Mas ainda há uma longa estrada a percorrer em termos de conquistas e de lutas.

Os deficientes, há 20 ou 30 anos, ficavam recolhidos, excluídos, com a sociedade refratária a eles. Temos observado, ao longo dos 20 últimos anos, sobretudo com o advento da Constituição, uma série de avanços, de ampliação de conquistas de direitos, que se disseminaram pelas esferas estaduais e municipais, Brasil afora.

O fato é que precisamos lutar cada vez mais para que os deficientes tenham autonomia, independência e que procurem exercer a liberdade e a plenitude de ser cidadãos. Esse é um desígnio da nossa atuação. Vamos lutar para que o Estatuto da Pessoa com Deficiência seja o corolário do ordenamento jurídico em prol dos deficientes.

Em tempos de PAC, quero registrar que foi esquecido, entre outras lembranças manifestadas por Deputados, o desenvolvimento do turismo, outro ponto ao qual nos dedicamos, sabendo que é o viés que o País possui para enfrentar o drama deste início de século: o desemprego. O Brasil tem potencial formidável, mas apenas o acanhado número de 5 milhões de turistas nos visitam ao ano.

Para encerrar, informo que encaminhei 2 projetos ainda na sexta-feira. Um deles sugere que esta Casa crie Comissão Externa para averiguar o drama da crise aeroportuária brasileira. Muito se falou sobre ela; houve muitas propostas, muitas medidas, mas nada foi feito.

Em respeito aos colegas, encerro e agradeço imensamente a todos a atenção. Terei outras oportunidades de me pronunciar.

Muito obrigado.