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04/05/2007 | Correio Braziliense

O tom da oposição

Promete durar pouco a alegria dos governistas em tentar restringir a CPI do Apagão Aéreo a acontecimentos posteriores à tragédia com o Boeing da Gol no dia 29 de setembro do ano passado, livrando, assim, o governo de investigações sobre as obras nos aeroportos brasileiros. É que a oposição se prepara para atacar por um flanco que os próprios governistas consideram frágil: a gestão administrativa. Será a primeira tentativa concreta da oposição para tentar colocar o governo como incompetente do ponto de vista gerencial.

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O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) levantou os gastos governamentais do Fundo Aeronáutico, onde está o programa de Segurança de Vôo e Controle do Espaço Aéreo Brasileiro. Os números mostram a morosidade do governo. No ano passado, só 50% dos recursos foram aplicados. Este ano, dos R$ 548,8 milhões previstos, o Sistema de Administração Financeira (Siafi) indicava ontem que apenas R$ 17,5 milhões foram aplicados até o dia 2 deste mês, ou seja, 3,19%. A parte de Desenvolvimento e Modernização do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, por exemplo, tem R$ 138,2 milhões inscritos no Orçamento deste ano. Gastou até ontem R$ 923,2 mil (0,6%), mesmo com uma infinidade de relatórios de riscos de acidentes clamando por modernização do sistema. É por aí que a oposição vai começar a tentar minar a imagem da equipe que Lula escolheu para tocar o seu governo.