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30/03/2012 | Site Associação de Imprensa da Barra (RJ)

O uso do espaço aéreo foi tema de palestra na Câmara Comunitária da Barra

O uso do espaço aéreo na Barra e adjacências foi tema de palestra da Câmara Comunitária da Barra

Por Joici Souza

O uso do espaço aéreo na Barra e adjacências foi tema de palestra da Câmara Comunitária da Barra Moradores reclamam do barulho em excesso e do números de voos diários na região.

A falta de educação de alguns pilotos e os incômodos causados pelos diversos helicópteros e aviões que cruzam diariamente o espaço aéreo na Barra da Tijuca e adjacências foram discutidos na noite de quinta-feira (29/3) na Câmara Comunitária da Barra da Tijuca.

O evento contou com a participação de representantes de empresas como a Petrobrás e também das responsáveis pela organização do espaço aéreo do Brasil como Anac, Infraero e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Fizeram parte da mesa o vereador Carlo Caiado, o Deputado e pré-candidato a prefeitura do Rio de Janeiro Otavio Leite, a superintendente do aeroporto de Jacarepaguá Maria Lucia Roco, o gerente da Petrobrás Antonio Alves Júnior, o representante da Anac Marcelo Campos Osioni e o Coronel Cunha do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a mesa foi mediada pelo presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca Delair Dumbrosck. Vale ressaltar que toda a palestra foi acompanhada de perto por funcionários da Infraero.

O encontro começou com breve relato feito por Dumbrosck a respeito de alguns acidentes já ocorridos na região por conta da falta de organização, sempre lembrando que os moradores são os que mais sofrem com esse aumento.

- É de comum acordo que todo desenvolvimento deve ser sustentável, e isso vale para todas as vertentes, falou ele.

Esse sentimento também foi compartilhado pelo deputado Otavio Leite:

- O principal objetivo é discutir um problema que vem prejudicando diversos bairros do Rio, não só a Barra da Tijuca, esse é um esforço para que esses problemas sejam resolvidos, disse o deputado.

Uma das empresas que mais utilizam o Aeroporto de Jacarepaguá é a Petrobrás, durante o encontro, o gerente da companhia afirmou que a empresa está aberta ao diálogo com a população a fim de resolver os problemas atuais:

- É importante deixar claro que a Petrobrás cumpri todas as regras estabelecidas pela Anac e pela Infraero, estamos sempre preocupados com o bem-estar de toda a comunidade, tanto que em nosso plano diretor um meio de fazer com que o nosso transporte possa ser mais forte no aeroporto de Cabo Frio, mas atualmente precisamos utilizar o aeroporto de Jacarepaguá por razões de logísticas, mas estamos sempre abertos ao diálogo, explicou Antonio Alves Júnior.

Durante o evento foi apresentado todo o projeto de modificação na rota aérea da região que precisou ser refeito para cumprir algumas normas de segurança, mas segundo alguns moradores locais, essa mudança trouxe um risco maior, pois se antes as aeronaves circulavam por áreas com prédios mais baixos, atualmente elas passam junto aos prédios mais altos da região.

- Tivemos que fazer uma adaptação, pois como estava antes, o plano de voo significa um risco devido a quantidade de pássaros e mata que poderiam comprometer não só a visão do piloto, mais também atingir a estrutura física do equipamento, porém eu gostaria de ressaltar que esse plano serve como um parâmetro a ser seguido, obviamente que no decorrer do voo, algumas modificações podem ser feitas pelo próprio piloto, explicou o coronel Cunha.

De acordo com a nova rota, as aeronaves e os helicópteros maiores estão autorizados a voar com altura de mil pés, sendo que a rota estabelecida foi a Avenida das Américas e a Avenida Ayrton Sena, mas com essa altura essas aeronaves também estão autorizadas a seguir por um caminho que não esteja estabelecido nessa rota, sendo que os helicópteros menores poderão circular com metade dessa altura, ou seja, 500 pés, mas nesse caso somente na hora estabelecida.

Uma das principais reclamações dos moradores é o barulho provocado por esses equipamentos, alguns chegaram a afirmar que se tratava de piloto para piloto, porém essa informação foi contestada pelos representantes da Infraero, de acordo com eles na verdade esse barulho varia de aeronave para aeronave, não está nas mãos dos pilotos.

Uma das responsáveis por fiscalizar as condições das aeronaves é a Anac, porém ao ser questionado pelo vereador Carlo Caiado sobre o valor máximo permitido com relação ao barulho, o representante não soube responder, de acordo com ele, esse número irá variar de acordo com a altura que a aeronave estará sobrevoando, mas ele afirmou que todos os equipamentos que circulam no espaço aéreo do Brasil seguem regras internacionais de qualidade.

Ao final da reunião ficou estabelecido que a Câmara ficará responsável pela coleta de todas as reclamações que serão repassadas aos órgãos competentes. A fiscalização do espaço próximo ao aeroporto de Jacarepaguá é de responsabilidade da Infraero que se comprometeu a analisar todas as reivindicações. Ao ser questionado sobre a falta de equipamento de alguns helicópteros, o representante da Infraero afirmou que para alguns voos o piloto conta apenas com o visual, ou seja, não ha necessidade de aparelhos especiais, de acordo com ele, essa é uma norma internacional.

Os moradores que se sentirem prejudicados de alguma forma com esses voos poderão escrever uma reclamação informando a cor da aeronave e o horário da aeronave ou helicóptero e enviar diretamente para a Câmara Comunitária através do e-mail ccbt@ccbt.org.br aos cuidados do Sr. Odylon, que ficará responsável por encaminhar essas reclamações.

Legenda da foto: Autoridades falam sobre os voos na Barra da Tijuca