Seu browser não suporta JavaScript!

19/09/2003 | O Globo Online

Obra do emissário da Barra sairá R$ 6 milhões mais cara

Em depoimento à Comissão Pró-Emissário da Alerj, durante audiência pública realizada nesta quinta-feira, o diretor técnico da Cedae, Roney Moreira, afirmou que um bloco de arenito impede o assentamento da tubulação do emissário submarino e vai onerar as obras em cerca de R$ 6 milhões, até que sua remoção seja concluída.

O diretor disse também que a companhia submeteu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) o pedido de dispensa de licitação para a realização das obras de remoção do bloco de pedra, de forma a agilizar o seu processo. Com 86% das obras do emissário já realizadas, a previsão da Cedae é retomar o cronograma em primeiro de outubro e concluí-lo num período de 3 a 4 meses.

Em janeiro do ano desta ano, depois de o projeto do emissário estar pronto e licitado, a Cedae descobriram que havia uma pedra no meio do caminho, mas não perceberam as reais dimensões do obstáculo. A rocha tem aproximadamente 500 metros de comprimento e 25 metros de largura contra cerca de 100 metros que se imaginava que tivesse.

O pedido ao TCE despertou suspeitas do deputado Otavio Leite (PSDB), presidente da Comissão Pró-Emissário da Barra. Para ele, um problema tão grande deveria ter sido detectado anteriormente