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08/06/2011 | TV Globo

Oposição ainda quer investigar o aumento do patrimônio de Palocci

Antes de assumir a Casa Civil, Gleisi Hoffmann vai discursar no plenário do Senado. Em seguida, segue para o Palácio do Planalto para a cerimônia de posse. Mas, no Congresso, mesmo com a saída de Antonio Palocci, a oposição ainda fala em investigar o aumento do patrimônio dele.

Para os partidos aliados, Antonio Palocci deixou o cargo porque percebeu que a batalha política estava prejudicando o governo. “Enquanto ele permanecesse no cargo, a crise política ia persistir. Então, ele fez isso em nome do país, para não constranger a presidente, e em nome do bom andamento do governo”, declarou o senador Valdir Raupp (PMDB-RO).

O líder do PT, o deputado Paulo Teixeira, acha que a demissão encerra as discussões no Congresso em torno da convocação de Palocci e também da criação de uma CPI para investigá-lo: “Temos que virar a página. CPI para quê? Não temos razão para ter CPI”.

Mas para a oposição, o agora ex-ministro ainda deve explicações. “O momento da crise se encerra quando o ministro pede demissão da Casa Civil, porém ele continuará a ter que dar explicações tanto ao Parlamento como também e principalmente ao Ministério Público”, afirmou o deputado ACM Neto, líder do DEM.

“É necessário que todos os pontos sejam esclarecidos. Afinal, um ministro de estado que coordenou a campanha da presidente teve uma evolução patrimonial meteórica e gigantesca”, disse o deputado Otavio Leite, vice-líder do PSDB.

A senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, vai substituir Antonio Palocci na Casa Civil e ela já antecipou que não vai tratar de questões políticas. Será como uma administradora de projetos.

Na primeira entrevista depois de aceitar o convite para ser ministra, a senadora agradeceu a confiança da presidente Dilma Rousseff. “Recebi da presidente Dilma um convite que me honrou muito e me orgulhou muito. E quero agradecer a ela a confiança que ela tem na minha capacidade de trabalho. Ela disse que o meu perfil é um perfil que se adéqua àquilo que ela pretende na Casa Civil: de acompanhamento dos projetos do governo. Portanto, é uma ação de gestão e é com isso que eu estou comprometida”, declarou a nova ministra da Casa Civil.

No Congresso, a escolha de Gleisi Hoffmann dividiu opiniões. “Ela tem menos experiência do que deveria ter para ocupar um ministério daquele tamanho. Tem que escolher alguém por competência, experiência, liderança demonstrada, trabalho feito. Isso, ela não tem”, ressaltou o deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB.

“Temos confiança de que a senadora Gleisi dará conta desta grande tarefa que é dirigir a Casa Civil. aplaudimos a escolha da presidenta Dilma e confiamos no perfil, na capacidade que tem a Gleisi para fazer essa gestão”, comentou o senador João Pedro (PT-AM).

Gleisi Hoffmann é mulher do ministro das Comunicações, Antonio Bernardo. Assim, o Brasil passa a ter um casal na Esplanada dos Ministérios: o casal ministerial.