Seu browser não suporta JavaScript!

27/09/2011 | Blog da Bancada do PSDB na Câmara e no Senado

Oposição quer audiência com Mantega para discutir desindustrialização da economia brasileira

Por Alessandra Galvão e Gabriel Garcia

A bancada tucana solicitou a realização de audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir as medidas de contenção da desindustrialização da economia brasileira e de enfrentamento da crise que afeta as potências mundiais. Segundo o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), o partido pretende saber se as finanças do país estão estáveis neste momento de incertezas.

“Queremos ter segurança em relação às decisões tomadas”, avalia. “Parece-me muito adequado (o debate) porque a economia precisa consolidar ainda mais as bases sólidas desde a implantação do Plano Real, que tem sido o instrumento de desenvolvimento sustentável de médio e longo prazo.”

Assinado pelo deputado Otavio Leite (RJ), 1º vice-líder, o pedido foi apresentado à Comissão de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O outro requerimento foi encaminhado à Comissão de Finanças e Tributação por Marcus Pestana (MG). Nogueira, que defende reunião conjunta, subscreve os dois documentos.

A ideia é discutir a proposta de cobrança de 1% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas transações chamadas de derivativos (mecanismo usado como apostas das empresas e bancos, brasileiros e estrangeiros no mercado futuro), o aumento de IPI para carros importados e as constantes oscilações do dólar.

“Sugeri que o ministro fosse convidado para vir em reunião conjunta para explicar melhor as ações tomadas nesse momento de turbulência internacional e variação brusca do dólar, com reflexos na nossa cadeia produtiva e dos empregos aqui no nosso país”, acrescenta.

No requerimento, os tucanos avaliam: “A evolução da situação mundial nos últimos 30 dias e seus impactos na economia brasileira lançam dúvidas sobre a adequação e eficácia das medidas”. Em relação à intervenção no mercado futuro, “ela tem sido apontada como fator importante para a recente volatilidade da taxa de câmbio, que aumenta o risco de descontrole inflacionário”.