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04/04/2007 | Folha Online

Oposição quer investigar contingenciamento para a Aeronáutica na CPI

Um dos autores do requerimento que pede a abertura da CPI do Apagão Aéreo, o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), afirmou hoje que se a comissão for instalada irá investigar os investimentos do governo na Aeronáutica. Ontem, em jantar com senadores petistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que sua principal preocupação com a CPI é a exposição das fragilidades das Forças Armadas --em especial, da Aeronáutica.

´O presidente não precisa ficar preocupado. A CPI se conduzirá com responsabilidade. Ter transferido para a Aeronáutica [a responsabilidade sobre os controladores] dando a entender que o assunto está encerrado não nos atende. Há algo de errado no ar que não apenas os aviões de carreira´, disse.

O deputado disse que a CPI vai ´dissecar´ o Fundo da Aeronáutica para investigar de que forma os recursos estão sendo utilizados e se houve contingenciamento.

Segundo Leite, no ano passado apenas 50% dos R$ 531 milhões disponíveis para o fundo foram utilizados --o que pode ter prejudicado o sistema aéreo já que o dinheiro deve ser aplicado na manutenção e desenvolvimento de equipamentos, além de meios técnicos para operação do sistema de vôo.

Outro foco da CPI, segundo o deputado, será investigar o Ministério da Defesa, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e os controladores de vôo.

Indicações

Embora a CPI dependa de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) para ser instalada, o PSDB já discute as indicações do partido para integrar a comissão.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), já teria decidido oferecer a presidência da CPI para um dos autores do requerimento --Leite ou o deputado Vanderlei Macris (RJ), caso o cargo fique com o PSDB. Mas já está certo que os dois serão titulares da comissão.

O partido tem três vagas na CPI. A terceira vaga estaria sendo alvo de disputa entre os tucanos. Um dos que trabalha pela sua indicação é o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).