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06/06/2012 | Agência Tucana

Otavio Leite critica veto de Dilma ao visto eletrônico na Lei Geral da Copa

Por Djan Moreno

O deputado Otavio Leite (RJ) criticou o veto da presidente Dilma aos artigos da Lei Geral da Copa que estabeleciam parte das regras para facilitar a obtenção de visto e atrair turistas durante o evento esportivo. A LGC foi publicada nesta quarta-feira (6) no Diário Oficial da União. Ao todo foram seis vetos.

“O turismo brasileiro está de luto com essa decisão terrível e insensível da presidente”, lamentou. Para o deputado, a lei, da forma como foi aprovada, iria desburocratizar a entrada de estrangeiros no país, sobretudo de norte-americanos. Os artigos vetados tratavam da introdução do visto eletrônico. O parlamentar lembra que, recentemente, os Estados Unidos facilitaram a entrada de brasileiros.

“Estamos fazendo o contrário. Uma medida que iria desburocratizar e facilitar a vinda de americanos para cá, para consumirem, gastarem, se hospedarem e criarem emprego e renda no Brasil, foi simplesmente ignorada”, criticou.

Segundo o deputado, o déficit na balança de pagamentos do Brasil com os Estados Unidos está na ordem de R$ 15 bilhões. “Um milhão e meio de brasileiros foram aos EUA. Os americanos que vieram ao Brasil foram apenas 500 mil. Esses números precisam ser trabalhados”, disse.

Otavio Leite defende há anos a facilitação de visto para turistas americanos, pois, em sua avaliação a entrada desses estrangeiros no país gera riqueza. De acordo com ele, o Brasil tem condições de trazer até 800 mil turistas na Copa 2014 e, para isso, é importante facilitar a entrada do viajante.

Dilma vetou ainda o parágrafo 3º do artigo 26 da LGC, que tratava da reserva de 10% de ingressos mais baratos em jogos do Brasil e o parágrafo 9º do mesmo artigo, que tirava a validade das leis municipais e estaduais que tratassem sobre descontos. Também foram vetados os artigos 59 e 60, que definem regras para o trabalho voluntário nos jogos do Mundial. O governo excluiu a proibição do serviço voluntário em atividades que possam colocar em risco a segurança e o bem-estar do público por entender que isso já é proibido na lei brasileira.