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23/04/2013 | Portal do PSDB na Câmara

Otavio Leite destaca importância das empresas juniores e startups para o desenvolvimento econômico

Por Letícia Bogéa

O deputado Otavio Leite (RJ) ressaltou a importância das empresas juniores e startups para o crescimento da economia no país. O tucano participou de seminário nesta terça-feira (23) na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio para debater o assunto. Startups são empresas novas com projetos ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras. Uma empresa júnior fornece capital humano, suporte e, principalmente, cultura, pois a pessoa que passa por ela aprende a liderar e coordenar uma equipe.

Segundo o tucano, o seminário teve como objetivo discutir quais medidas podem estimular essas companhias e de que maneira elas podem ser impulsionadas para gerar novos negócios. O parlamentar lembrou que há muita burocracia na hora de investir.

“Muitos jovens querem inovar e empreender. A regulação no Brasil é muito ruim. O Brasil é o 123º no ranking mundial da ONU em termos de país que menos cria problemas para a implantação de novas empresas. Muito precisa ser feito para desonerar esse canal, que é fundamental para o desenvolvimento econômico”, ressaltou Leite.

Presente no debate, o presidente da Federação das Empresas Juniores do Estado do Rio de Janeiro, Mateus Aguiar dos Santos, disse que uma boa consultoria geralmente é um fator chave para levantar uma empresa em crise. Segundo informou, o Brasil hoje é o grande protagonista nas empresas juniores, apesar de ainda haver muitas dificuldades na hora de abrir um negócio. “Cada vez mais os alunos veem o empreendedorismo como uma ótima opção de carreira”, disse.

Metade dos jovens brasileiros consideram o empreendedorismo como uma ótima oportunidade, de acordo com o Diretor-Geral da Endeavor, Juliano Seabra. Segundo ele, o Brasil ainda é um país onde os empreendedores sonham muito pequeno, se for comparado com qualquer outro país. Quando há turbulência no mercado, a pequena empresa é a que mais sofre o impacto. Entre os países da América do Sul, o Brasil é um dos que tem a pior taxa de acesso a programas de capacitação de empreendedores. Esse problema é maior do que a burocracia, ainda de acordo com Juliano Seabra.

Ainda há muito entrave nessa área, segundo Leite. Na sua visão, o empreendedorismo deve ser concebido como uma cultura e estimulado desde a escola. “Muitos países fazem isso, mas o Brasil esquece. O país fica à mercê só de incentivo para as grandes indústrias”, lamentou. “A burocracia é nefasta e o Brasil é muito fraco no enfrentamento desse problema”, concluiu.

- O conceito de “Empresa Júnior”, segundo a Confederação Brasileira de Empresas Juniores, é uma associação civil e sem fins lucrativos constituída por alunos de graduação que presta serviços e desenvolve projetos para empresas, entidades e para a sociedade em geral, sob a supervisão de professores e profissionais especializados.

- A Confederação Brasileira de Empresas Juniores, Brasil Júnior, tem como missão: “Representar o MEJ nacional e potencializá-lo como agente de educação empresarial e gerador de negócios.” Hoje a confederação é formada por 10 federações, representando 9 estados e o Distrito Federal, totalizando mais de 600 empresas juniores em mais de 200 instituições de ensino superior.

Foto: Alexssandro Loyola