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15/02/2006 | Mercado & Eventos

Otávio Leite destaca potencial da Cidade do Samba como produto turístico permanente

O vice-prefeito do Rio de Janeiro, Otavio Leite, ressaltou ontem (14/02), em almoço-palestra promovido pelo Comitê de Turismo e Entretenimento da Amcham - Câmara de Comércio Americana, no mezanino da Associação Comercial do Rio de Janeiro, o valor da Cidade do Samba como novo produto turístico.

- A Cidade do Samba é um equipamento que já nasce com a medalha de bronze, ficando atrás apenas do Pão de Açúcar e do Corcovado. Trata-se de um empreendimento realmente marcante - disse o vice-prefeito.

Otavio Leite falou ainda do potencial da Cidade do Samba como produto permanente. ´O samba não precisa ser vendido em apenas uma época do ano. O turista quer ver a tradição do samba, independente do período, e a Cidade do Samba permitirá que isso aconteça´, afirmou.

Construída com recursos próprios da Prefeitura do Rio, conforme destacou Otávio leite, a Cidade do Samba foi cedida à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) por 25 anos, mediante pagamento de 10% do faturamento. O investimento total é de R$102.632.241.

Durante a apresentação, Otavio Leite defendeu a necessidade de se transformar Carnaval em uma indústria autônoma. ´A intenção é fazer com que esse grande evento se dê da forma mais independente possível. Quanto mais o poder público estiver fora disso, melhor´, explicou ele, completando que a Prefeitura já gasta cerca de R$24 milhões com o evento.

A Cidade do Samba conta com 72 mil metros quadrados de área ocupada na Avenida Rodrigues Alves, e reunirá, além do processo de elaboração e confecção de fantasias e carros alegóricos, atividades voltadas para turistas e moradores do Rio.

Perguntado se o projeto da Cidade do Samba tiraria a espontaneidade das Escolas de Samba, dando a elas um caráter artificial, Otavio Leite descartou a hipótese.

- Há pessoas que defendem essa idéia, mas particularmente acho que isso não irá existir. A Cidade do Samba irá reunir os barracões das escolas, mas as quadras continuarão lá, em Nilópolis, na Mangueira, na Tijuca, disse o vice-prefeito, ressaltando o valor culural e econômico do Carnaval.

Sobre a temática da espionagem de barracões, Otavio Leite comentou que a prática não pode ser controlada, mesmo com as oficinas espalhadas por toda a cidade.