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28/11/2011 | Jornal Panrotas online

Otavio Leite fala sobre obras no Galeão

Boa parte dos R$ 650 milhões de investimentos anunciados para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, não foram utilizados, segundo números da União. Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e da portaria 23/2011 do Ministério do Planejamento, obtidos pelo gabinete do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), mostram que, de 2008 até agosto deste ano, apenas 21% da dotação para compra de equipamentos e obras nos dois terminais de passageiros foram efetivamente usados.

Leia a entrevista exclusiva do deputado Otavio Leite ao PANROTAS, a respeito das obras no Galeão.

Em relação ao investimento anunciado de R$ 650 milhões no Aeroporto Internacional do Rio, como está sendo a aplicação da verba?

Há muito anos o Galeão se ressente de uma reforma que o coloque como um aeroporto eficaz e com qualidade na prestação de seus serviços. Eu me recordo, especialmente em 2007, quando participei da CPI do Apagão Aéreo, que a bancada do Rio de Janeiro aprovou, como uma emenda prioritária, a destinação de recursos para a Infraero aplicar nas obras do Terminal 1 e 2 de passageiros, além de pátios e pistas, e também no terminal de carga. Estou falando exatamente de cinco anos atrás. De lá para cá, a rigor, as obras que vem sendo executadas são extramamente lentas e algumas questionáveis quanto à qualidade e oferta das soluções que se quer. O TPS 2, por exemplo, precisa ser duplicado. Desde 2007 que essa obra é perseguida, no entanto ela não se conclui. A distorção entre orçamento e realidade de demonstra a incapacidade administrativa da Infraero.

Acredita que a privatização é uma solução positiva para o Galeão?

Infelizmente, a Infraero deu demonstrações indiscutíveis da sua incapacidade de gestora. Para se ter uma ideia, nos últimos quatro anos houve uma rotatividade na presidência. Foram cinco os ex-presidentes. Não há empresa que consiga ter organicidade com tanta volatilidade na administração. Acho sim que o Brasil tem maturidade para implantar uma gestão não estatal, ou seja, uma concessão na administração aeroportuária. Por outro lado, no que diz respeito ao controle do espaço aéreo, tenho plena convicção de que deve permanecer sob controle da Aeronáutica.

Como avalia a atuação da Infraero no aeroporto?

Como disse, são sucessivas tentativas infrutíferas de fazer com que as obras deslanchem e sejam concluídas. É uma atuação, lamentavelmente, pífia. Certamente, há bons técnicos em engenharia na casa. No entanto, a condução é absolutamente precária.

Qual é o grande problema do Galeão atualmente?

São vários. A conclusão das obras e a própria gestão na operação do aeroporto. É inadmissível o Galeão ter filas. A fila, por exemplo, para embarque e check-in; mas em especial a fila para o raio-x é absurda e injustificável. O número de máquinas é insuficiente. Todas as manhãs, as pessoas ficam 20 ou 30 minutos, quando, no máximo, poderiam ficar dez minutos. Isso significa ausência de visão administrativa.