Seu browser não suporta JavaScript!

22/08/2018 | Portal do PSDB na Câmara

Otavio Leite faz balanço dos seis meses da intervenção na segurança pública do Rio

Por Ana Maria Mejia

Integrante da comissão externa criada pela Câmara para acompanhar a intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro, o deputado Otavio Leite (RJ) fez nesta quarta-feira (22) um balanço de seis meses da operação. “A intervenção foi uma providência necessária. Contudo, não há milagres. A desestruturação do aparato policial no Rio havia alcançado dimensões muito agudas”, afirmou. 

De acordo com o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, há resultados positivos: pelo quarto mês consecutivo, o indicador de roubo de veículos mostrou redução de 29% em julho. Já os roubos de carga tiveram queda de 28% no trimestre encerrado em julho em comparação com o mesmo período de 2017. O roubo de rua também teve queda de 11% na comparação trimestral. Por outro lado, o Observatório da Intervenção, formado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, aponta dados preocupantes: foram 2.617 homicídios dolosos, sendo que 736 moradores e 51 agentes de segurança acabaram mortos.

Na avaliação do parlamentar carioca, a reconstrução da disciplina, organização e eficiência se dará num processo que requer recursos, comando e inteligência. “Eu tenho certeza de que nós vamos apontar para uma diminuição dos índices da violência no Rio de Janeiro”, apontou Otavio Leite. De acordo com o gabinete da intervenção, 1,4 mil policiais que atuam em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) foram treinados e mais 2,5 mil farão a reciclagem até o final do ano. Além disso, as corregedorias foram fortalecidas e, para os próximos meses, a tendência é de queda nos índices, principalmente em função da compra de equipamentos e tecnologias.

O parlamentar do PSDB afirma ainda que só agora alguns recursos estão sendo liberados para compra de equipamentos, a exemplo de munição, armas e logística. Para ele, a próxima gestão deve manter essa parceria com o governo federal e as forças armadas para prosseguir esse trabalho, mas sem necessariamente estar sob o regime da intervenção.

Para além de eventuais resultados imediatos, o tucano avalia que os problemas vão persistir se as causas estruturantes da violência não forem atacadas, a exemplo da fácil cooptação de jovens para o crime organizado. Entre as medidas apontadas pelo tucano neste sentido, estão escola em horário integral e educação familiar.