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07/10/2013 | Portal do PSDB na Câmara

Otavio Leite pede informações a ministro sobre Complexo Petroquímico do RJ

Por Edjalma Borges

O deputado Otavio Leite (RJ) apresentou na última quinta-feira (3) requerimento pedindo informações ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (foto), sobre o andamento das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Pelo parecer de Leite, o ministro deve informar o que já foi executado, o cronograma e as ações no Comperj, qual a fiscalização dos gastos para finalização e o início do funcionamento; e ainda a projeção dos gastos para finalização, em especial, da refinaria.

A inauguração do complexo, prevista para setembro, só deve ocorrer em agosto de 2016. Os atrasos, segundo o Tribunal de Contas da União, podem trazer um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão, conforme mostrou o “RJTV”. O custo, segundo o portal “G1” saltou de R$ 19 bilhões para mais de R$ 26 bilhões.

De acordo com o TCU, “se nenhuma ação for tomada e o atraso se mantiver, o prejuízo estimado será de R$ 1,4 bilhão”. Além disso, o tribunalTCU identificou atrasos injustificados e irregularidades graves na instalação das tubovias. São 12 mil toneladas de tubulações ao custo de R$ 731 milhões que vão permitir a interligação entre as unidades de refino do complexo.

A obra, segundo o parlamentar, configura o maior empreendimento único da Petrobras e um dos maiores do mundo no setor. “Deverá se tornar o coração de um grande parque industrial, que irá transformar profundamente o perfil industrial, econômico e ambiental da região fluminense”, destacou.

De acordo com Leite, recentemente o jornal “Valor Econômico” publicou matéria sobre o Grupo Braskem, empresa petroquímica brasileira que tem acordo de associação com a Petrobras, pedindo definições sobre os preços da matéria-prima, que será fornecida pela estatal, e os incentivos fiscais para participação no complexo.

Conforme a matéria, um dos principais pontos da negociação entre Braskem e Petrobras é o preço do gás natural. A petroquímica defende o uso da cotação americana Mont Belvieu, que tem variado entre US$ 3,5 e US$ 4 por milhão de BTU (unidade de medida de energia). Mas inexistência de uma referência doméstica para essa fração do gás, que é usada como matéria-prima pela indústria petroquímica, tem estendido as discussões com a estatal. “Por se tratar de tema relevante para o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro, é mais do que oportuno o envio do presente requerimento de informação ao Ministro de Minas e Energia”, ressaltou.