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06/04/2010 | Site Jus Brasil

Otávio Leite: no Rio, saneamento está só nos palanques

O Deputado Otavio Leite ao analisar a situação de caos que cariocas e fluminenses enfrentam com as chuvas das últimas 48 horas denunciou que, embora o volume de água que caiu seja o maior da história, os programas federais de saneamento ainda estão no palanque, distantes da realidade.

Análise de dados sobre os investimentos em infraestrutura no Rio de Janeiro, feitos pela Assessoria Técnica do PSDB, mostra que o setor de prevenção e preparação de desastres não apenas apresenta execução zero, como teve um corte de R$ 9 milhões. Pelo levantamento, na área de drenagem urbana e controle de erosão marítima fluvial, a execução foi de 22,35%, sendo que apenas 19,2% dos recursos previstos para serviços urbanos de água e esgoto foram executados.

A cidade do Rio de Janeiro vive um cenário de caos e tragédia nas últimas 24h, que comovem e despertam a solidariedade do país inteiro.

De acordo com números do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira), apenas 6% das obras de saneamento foram concluídas desde a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), gerenciado até a semana passada pela candidata oficial do governo.

Para o deputado federal, Otavio Leite (RJ), é preciso tratar o assunto com mais seriedade e responsabilidade. "Há duas verdades: o volume de água que cai sobre a cidade é o maior da história, mas também é verdade que os programas federais de saneamento ainda estão no palanque e não chegaram à realidade", avalia.

Leite lamenta que, em termos de prevenção, o governo federal praticamente não contribuiu em nada para evitar os desastres que assolam a cidade.

A tragédia que castiga o estado desde o fim da tarde de ontem matou dezenas de pessoas, segundo o secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes. O governo do Rio considera a possibilidade de decretar estado de calamidade e emergência.

O Rio de Janeiro já tinha sido vítima da propaganda enganosa do PAC no início deste ano. Antes das enchentes, apartamentos construídos em favelas do estado apresentavam infiltrações, inundações e paredes rachadas. Sem exceção, as unidades do Complexo do Alemão, na zona norte, Complexo do Pavão, Cantagalo e da favela da Rocinha têm algum tipo de problema.