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22/09/2012 | Ascom Otavio Leite

Otavio Leite visita Complexo da Maré e ouve queixas da população

O candidato à prefeitura carioca Otavio Leite esteve hoje em campanha no Complexo da Maré e visitou as comunidades Nova Holanda e Parque União. Ele estava acompanhado de militantes e candidatos a vereador, e muitos moradores trouxeram suas reivindicações ao candidato. Segundo ele, “é um absurdo uma comunidade com cerca de 40 mil habitantes não contar com serviços primordiais da prefeitura, como creches e uma unidade de saúde. Além disso, o saneamento básico inexiste. Os moradores daqui podem ter certeza que no meu governo isso vai mudar”, disse.

Alguns moradores de outros bairros, mas que trabalham na região, também conversaram com o candidato sobre problemas da cidade. É o caso da camelô Lieuris Ferreira, de 35 anos, moradora de Barros Filho: “No meu bairro não fizeram nada, só asfalto. E mesmo assim, não foi em todas as ruas. Mas lá também não tem UPA, nem hospital, nem clínica da família e nem escola. Para usarmos todos os serviços, precisamos ir para Guadalupe, o bairro vizinho”, queixou-se. O morador do Parque União há mais de 30 anos, Julio Cesar Herculano dos Santos, de 46 anos, também foi outro que falou de asfaltamento, “a rua onde moro não é asfaltada. Aliás, quase nada aqui é. Outro absurdo é a falta de creches para as nossas crianças, que simplesmente não existem aqui”.

Para a moradora Alice de Almeida Lima, de 50 anos, nascida e criada no Parque União, os problemas do bairro são muito graves: “Nunca teve uma creche aqui, assim como não temos atendimento médico, posto de saúde só na Nova Holanda, porque no Parque União nunca teve. Quando um morador aqui passa mal, ou morre, ou temos que correr para a Avenida Brasil e tentar um carro que socorra. E mais, o atendimento ginecológico do posto vizinho é feito por enfermeira”, denunciou.

Segundo Terezinha Augusto da Silva, de 65 anos, e há 35 na comunidade, a sujeira é um problema grande, pois existem diversos pontos de lixo espalhados nas ruas. Ela falou temer também os usuários de crack “eles ficam no entorno, agridem e assaltam os moradores, é assustador”, disse. Para o comerciante Dionísio Rosendo, de 53 anos, morando há 42 no bairro, a carência de serviços é grande: “Não temos creche, um posto de saúde ou UPA e o saneamento básico que existe, foi feito pelos próprios moradores. Não temos nem serviços de correios ou uma loteria. Aqui é um abandono total”, resumiu ele.

Crédito da foto: Marcelo de Mattos