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19/03/2015 | Jornal Lance!

Para Bom Senso FC, texto da MP terá poucas mudanças no Congresso

Criado em 2013 para defender os direitos dos atletas no futebol brasileiro, o movimento Bom Senso FC teve papel fundamental no debate por melhorias na modalidade e, consequentemente, na elaboração da Medida Provisória (MP) pelo governo. Tanto que o grupo contou com um representante ao lado da presidente Dilma Rousseff no evento de assinatura da proposta no Palácio do Planalto, o goleiro Dida.

Nesta entrevista, o diretor-executivo do movimento Bom Senso FC, Enrico Ambrogini, comenta o conteúdo do texto elaborado pelo governo e os pontos que devem gerar mais debates dentro do Congresso, a partir da próxima semana.

Como o Bom Senso avalia o conteúdo da proposta do governo?

Algumas coisas que o movimento queria, como em relação às penalidades aos clubes caso problemas venham ocorrer, foi feita de uma forma muito simples e conseguiu abranger todos os nossos pontos. Acho que essa foi a grande vantagem do projeto. Não só nosso como de todos os outros envolvidos pois houve um consenso muito grande, tanto que todos os segmentos estavam representados no evento aqui em Brasília, desde clubes e ex-jogadores, a entidades e parlamentares. Temos que bater palmas pelo que foi feito.

Apesar desse consenso, emendas serão apresentadas pelos parlamentares. O movimento pretende conversar com os deputados para discutir esses pontos?

Sim. Nós temos muita proximidade com eles, principalmente o Otavio Leite que era o relator da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE), e estamos bastante alinhados, para falar a verdade. Há alguns pontos que se sobressaem mais, como em relação à CBF e o futebol feminino. Mas o bloco central do projeto proposto será mantido, não creio que haverá muitas mudanças.

Outro ponto que gerou muito debate é em relação ao limite de 70% que os clubes terão em investimentos no futebol, como salários e direitos de imagem dos atletas. Como o Bom Senso vê essa medida?

O que os dirigentes dos clubes estavam em dúvidas é o que abrange esses 70%. Esse índice é o que vai da receita para o departamento de futebol, como comissão técnica e jogadores, e que abrange salários e direito de imagem. Investimentos no futebol feminino e na formação de atletas estão fora disso. É uma coisa atingível e eles compreenderam. E qualquer outro tipo de investimento ficará de fora desse limite de 70%. Além disso, haverá um tempo de adaptação para se atingir esse índice.