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17/10/2011 | Agência Tucana

Para deputados, explicações vão além do programa Segundo Tempo

Por Alessandra Galvão

O ministro do Esporte, Orlando Silva, tem muita explicação para dar sobre as denúncias de corrupção envolvendo a pasta responsável pelas ações da Copa de 2014, conforme mostram pedidos da oposição. Confira os assuntos que o comunista terá de esclarecer em depoimento na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, marcado para amanhã (18):

Programa Segundo Tempo: em reportagem da revista “Veja”, o ministro é apontado como mentor e beneficiário de esquema de desvio de verba por meio de convênios com ONGs. Calcula-se um prejuízo de R$ 40 milhões aos cofres públicos nos últimos oito anos. A denúncia foi feita pelo policial militar e ex-militante do PCdoB, João Dias Ferreira. Ele confirmou o favorecimento do partido nos contratos do programa e alega que Orlando Silva recebeu remessas de dinheiro dentro da garagem do órgão federal.

Torcida Legal: atendendo a requerimento do deputado Vanderlei Macris (SP), aprovado pela comissão em setembro, o comunista deve explicar o repasse de R$ 6,2 milhões ao Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sindafebol) e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas para o projeto Torcida Legal. A iniciativa deveria ser implantada como parte dos preparativos da Copa de 2014, mas nunca saiu do papel, diz “O Estado de São Paulo”.

Os deputados Vaz de Lima (SP) e Otavio Leite (RJ) também apresentaram requerimentos para esclarecer o repasse milionário. Vaz de Lima solicitou auditoria especial do Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar o convênio. O pedido foi apresentado à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Já Otavio Leite solicitou na Comissão de Turismo e Desporto explicações do ministro do Esporte e de outros funcionários da pasta sobre as denúncias.

Matriz de Responsabilidade: o ministro esclarecerá ainda atualização da Matriz de Responsabilidade e o Sistema de Monitoramento da Copa (SMC), conforme pedido de Vaz de Lima. O deputado destaca que a matriz deveria conter todas as ações necessárias para a realização dos jogos para dar transparência às ações do governo. Mas o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que projetos relacionados ao mundial não foram incluídos. Segundo o site “Contas Abertas”, até março, ao menos R$ 73 milhões com contratos e convênios extras já teriam sido previstos sem inclusão na proposta.